terça-feira, 13 de junho de 2017

BIBLIOGRAFIA SOBRE O FREVO

BIBLIOGRAFIA SOBRE O FREVO


ALMEIDA, Luiz Sávio de; CABRAL, Otávio, ARAÚJO, Zezito (orgs.). O negro e a construção do carnaval no Nordeste. Maceió: EDUFAL, 1996.
ALVES SOBRINHO, Antonio. Desenvolvimento em 78 rotações: a indústria fonográfica Rozemblit (1953-1964).. (Dissertação Mestrado em História) Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, 1993.
AMORIM, Maria Alice Rocha. 100 anos de frevo: irreverência e tradição. Recife: Folha de Pernambuco, 2008. v. 1. 100p.
AMORIM, Maria Alice Rocha; BENJAMIN, R. E. C.. Carnaval: cortejos e improvisos. 1ª ed., Recife/PE: Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2002. v. 1. 124p.
ARAÚJO, Rita de Cássia Barbosa de. Festas: máscaras do tempo (entrudo, mascarada e frevo no carnaval do Recife).. (Dissertação Mestrado em Antropologia). Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, 1992.
ARAÚJO, Rita de Cássia Barbosa de. Carnaval do Recife: a alegria guerreira. Estudos Avançados (USP. Impresso), São Paulo, v. 11, n.29, p. 203-216, 1997.
ARAÚJO, Rita de Cássia Barbosa de. Festas: máscaras do tempo (entrudo, mascarada e frevo no carnaval do Recife). 1ª ed., Recife: Fundação de Cultura Cidade do Recife, 1996. v. 1. 423p.
Frevo, Candido Portinari, 1956
ARAÚJO, Rita de Cássia Barbosa de. Festas públicas e carnavais: o negro e a cultura popular em Pernambuco. In: ALMEIDA, Luiz Sávio de; CABRAL, Otávio; ARAÚJO, Zezito. (Org.). O negro e a construção do carnaval no Nordeste. 1ª ed., Maceió: EDUFAL, 1996, v. , p. 31-61.
ARAÚJO, Rita de Cássia Barbosa de. O carnaval do Recife na encruzilhada da política. In: Túlio Velho Barreto e Laurindo Ferreira. (Org.). Na trilha do golpe: 1964 revisitado. Recife: Massangana, 2004, v. , p. 132-133.
ARAÚJO, Rita de Cássia Barbosa de. Direito à folia: carnaval do Recife carrega a história de lutas das camadas populares para participar da festa. Jornal dos Bancários Informativo do Seec, Recife, p. 6 - 7, 15 fev. 2002.
ARAÚJO, Rita de Cássia Barbosa deGUILLEN, Isabel. DIP DOPS no frevo. Carnaval, política e identidade cultural em Pernambuco: 1930-1945. In: Isabel Cristina Martins Guillen. (Org.). Tradições & traduções: a cultura imaterial em Pernambuco. 1ª ed., Recife: Editora Universitária da UFPE, 2008, v. , p. 85-104.
AZOUBEL, Juliana Amelia Paes. Frevo and the Contemporary Dance Scene in Pernambuco, Brazil: Staging 100 Years of Tradition. (Dissertação Mestrado em Artes Cênicas - Dança). University of Florida, UF, Estados Unidos, 2007.
AZOUBEL, Juliana Amelia Paes. Frevo and the Contemporary Dance Scene in Pernambuco, Brazil: Staging 100 Years of Tradition. 1ª ed., Lambert Academic Publishing, 2012. 157p.
BARBOSA, Lourenço da Fonseca. Capiba o livro das ocorrências. Recife: FUNDARPE, 1985.
BARBOSA, Virgínia. Vassourinhas (Clube Carnavalesco). Pesquisa Escolar, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível no link. (acessado em 16.2.2015).
BARRETO, Almir Côrtes. Improvisando em música popular: um estudo sobre o choro, o frevo e o baião e sua relação com a música instrumental brasileira. (Tese Doutorado em Música). Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, 2012. Disponível no link. (acessado em 16.2.2015).
BARRETO, Ângela M. Maranhão. O Recife através dos tempos: formação da sua paisagem. Recife: FUNDARPE, 1994, 154p.
BELFORT, Ângela. Nelson Ferreira, o dono da música. Recife: Comunigraf Editora, 2009. 
BENCK FILHO, Ayrton Müzelm. O frevo-de-rua no Recife: características sócio-histórico-musicais e um esboço estilístico-interpretativo. (Tese Doutorado em Música). Universidade Federal da Bahia, UFBA, 2008.  Disponível no link. (acessado em 16.2.2015).
BENJAMIN, Roberto. Folguedos e Danças de Pernambuco. Recife: Fundação de Cultura do Recife, 1989.
BORBA FILHO, Hermilo. Espetáculos Populares do Nordeste. [Coleção Buriti, nº 10]. São Paulo, 1996. 
BRAGA, Tarcisio. A caixa na bateria: estudo de caso de performances dos bateristas Zé Eduardo Nazário e Marcio Bahia. (Dissertação Mestrado em Música). Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, 2011.
BRAGA, Tarcisio; ROCHA, Fernando de Oliveira. Um olhar sobre a performance do baterista Zé Eduardo Nazário em Frevo , de Egberto Gismonti. In: XXI Congresso da ANPPOM, 2011, Uberlândia. Música, Complexidade, Diversidade e Multiplicidade: Reflexões e Aplicações Práticas, 2011. p. 1490-1497.
CÂMARA, Renato Phaelante da. 100 Anos de frevo– Catálogo Discográfico. Recife: Cepe, 2007.
CÂMARA, Renato Phaelante da. MPB Compositores Pernambucanos – Coletânea bio-músicofonográfica 1920-1995. – FUNDAJ, Ed. Massangana. Recife, PE – 1997.
CÂMARA, Renato Phaelante da; BARRETO, Aldo P.. Capiba É Frevo, meu bem! Rio de Janeiro: FUNARTE, 1986.
CARLONI, Karla Guilherme. Quando as bailarinas clássicas dançam maracatu, macumba e frevo. O erudito e o profano nos palcos cariocas: em busca da identidade nacional (19301945).. In: Jorge Ferreira. (Org.). O Rio de Janeiro nos jornais. 1ª ed., Rio de Janeiro: Faperj / 7Letras, 2014, v. , p. 15-34.
CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. São Paulo: Global, 2001. 
CATÁLOGO de agremiações carnavalescas do Recife e Região Metropolitana. Recife: Associação dos Maracatus de Baque Solto de Pernambuco; Prefeitura do Recife, 2009. Disponível no link. (acessado em 16.2.2015).
CATÁLOGO Bandas de Música de Pernambuco. Disponível no link. (acessado em 16.2.2015).
Frevo, de Heitor dos Prazeres
COELHO, Márcio Luiz Gusmão. Frevo-enredo: de como o samba enredo tende a se tornar marchinha de carnaval.. Estudos Semióticos (USP), v. 5, p. 35-42, 2009.
COSTA, Francisco Augusto Pereira da. Folklore pernambucano. Rio de Janeiro: Imprensa Oficial, 2001.
COSTA, Valéria Gomes. É do Dendê! História e memórias urbanas da Nação Xambá no Recife (1950-1992). São Paulo: Annablume, 2009.
CUNHA, Germanna França da. Frevo, o Ritmo que Arrasta as Massas: Origem, Desenvolvimento e Caracterização do Processo Prático-Interpretativo dos Caixistas de Frevo do Carnaval de Rua. (Tese Doutorado em música). Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, UNIRIO, 2013.
DOSSIÊ Frevo. IPHAN. Disponível no link. (acessado em 2.2.2015).
DUARTE, Rui. História social do Frevo. Rio de Janeiro: Editora Leitura, 1969. 
DUVIGNAUD, Jean. Festas e Civilizações. Fortaleza: Edições Universidade Federal do Ceará; Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1983. 
FARIAS, Ranilson Bezerra de. Maestro Duda: A Vida e a Obra de um Compositor da Terra do Frevo. (Dissertação Mestrado em Artes). Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, 2002. Disponível no link. (acessado em 16.2.2015).
FERREIRA, Ascenso. Poemas de Ascenso Ferreira: Catimbó, Cana Caiana, Xenhenhém. Recife: Nordestal, 1981. 
FREYRE, Gilberto. Guia prático, histórico e sentimental da cidade do Recife. Rio de Janeiro: José Olimpio, 1968.
FREVO 100 Anos. Revista Continente – Ed. CEPE. Recife, PE – Fevereiro de 2007.
GOMES DE SÁ, Luiz Guimarães. Songbook de Frevos. Vol. 1. Prefeitura da Cidade do Recife – secretaria de Cultura e Turismo – Recife, PE – 1998. 
GOMES, Maria José Pereira; PEREIRA, M. M. S.; BARRETO, J. R. P.. Dicionário dos Compositores Carnavalescos Pernambucanos. 1ª ed., Recife: Cia Pacífica, 2001. 158p. 
GOMES, Maria José Pereira. 100 anos de frevo: uma alvorada de clarins. In: CALADO, Ivoneide; MENDONÇA, Neuza (Org.). Elos Culturais e Educacionais. 1ª ed., Recife: Editora Baraúna, 2006, v. 1, p. 91-96.
HOLANDA FILHO, Renan Pimenta. O papel das bandas de música no contexto social, educacional e artístico em Pernambuco. (Monografia Graduação em Sociologia). Recife: UNICAP, 1989.
LIMA, Cláudia. História do Carnaval. Recife. Edição Especial. 2001.
LIMA, Ivaldo Marciano de França. Maracatus-nação: ressignificando velhas histórias. Recife, Bagaço, 2005. 
LIMA, Sérgio Ricardo de Godoy. O piano mestiço: composições para piano popular com acompanhamento a partir de matrizes pernambucanas. (Dissertação Mestrado em Música). Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, 2005. Disponível no link. (acessado em 14.2.2015).
LIMA, Sérgio Ricardo de Godoy; BARRETO, Sílvia Gonçalves Paes. Cultura em Movimento: usos contemporâneos dos ritmos tradicionais em Pernambuco. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 147, p. 79-92, 2001.
LIMA, Sérgio Ricardo de Godoy; VIEIRA, A. M. T.. No passo do frevo: origens, história e evolução. In: Ribeiro, Maria Aparecida; Arnaut, Ana Paula;. (Org.). Viagens do carnaval: no espaço, no tempo, na imaginação. 1ª ed., Salvador: EDUFBA, 2014, v. , p. 1-311.
MEDEIROS, Roseana Borges de. Samba dos negros. Revista Continente Documento. Recife, CEPE, Ano III, nº 30, 2005.
MELO, José Ataíde. Olinda, carnaval e povo. Olinda: Centro de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda, 1982.
MENEZES, José. Maestro José Menezes – Songbook Frevos de Rua. Ed. CEPE. Recife-PE, 2006. 
MENEZES NETO, Hugo. Tem samba na terra do frevo - As escolas de samba do Recife-PE. (Tese Doutorado em Antropologia). Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, 2014.
Frevo, ilustração Lu Paternostro
MENEZES NETO, Hugo.  Tem Samba na Terra do Frevo: A Batalha Frevo Samba no Carnaval Multicultural do Recife. Textos Escolhidos de Cultura e Arte Populares (Impresso), v. 7, p. 45-60, 2010.
MENEZES NETO, HugoLÉLIS, Carmem; NASCIMENTO, Leilane Pinto. 80 anos - Bloco Carnavalesco Banhistas do Pina e Bloco Carnavalesco Batutas de São José. 1ª ed., Recife: Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2012. v. 1. 125p.
MENEZES NETO, HugoLÉLIS, Carmem; NASCIMENTO, Leilane Pinto (Org's.). Frevo Patrimônio Imaterial do Brasil: Síntese do Dossiê de Candidatura. 1ª ed., REcife: Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2011. v. 1. 120p.
MENEZES NETO, Hugo. Recife et Olinda: Un carnaval Multiculturel. In: Felipe Ferreira. (Org.). Samba Etc.Carnavals du Brésil. 1ª ed., Binche: Musée Internacional du Carnaval et du Masque, 2011, v. , p. 80-83.
MOTA, Meiriedna Queiroz. O Intercâmbio entre cultura local e cultura global: propaganda da Frevo. (Dissertação Mestrado em Comunicação). Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, 2005. Disponível no link. (acessado em 16.2.2015).
OLIVEIRA, Maria Goretti Rocha de. Frevo: a classical Brazilian dance. (Tese Doutorado em Dança). University of Surrey, SURREY, Inglaterra, 2002.
OLIVEIRA, Maria Goretti Rocha de. Danças populares como espetáculo público no Recife de 1970 a 1988. (Dissertação Mestrado em História). Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, 1991.
OLIVEIRA, Maria Goretti Rocha. O frevo da ‘Moldura’ do carnaval de rua: decifrando alguns códigos e convenções coreográficas no ‘passo’ pernambucano. Salvador: O Autor, 2005. 
OLIVEIRA, Maria Goretti Rocha. Danças populares como espetáculo público no Recife – 1970–1988. Recife: O Autor, 1991. 219p.
OLIVEIRA, Sergio Fernando Campanella de. Decantando o frevo. Revista Continente Documento, Recife, Pernambuco, p. 15 - 18, 9 fev. 2007.
OLIVEIRA, Valdemar de. Frevo, capoeira e passo. 2ª ed., Recife: CEPE, 1985, 144p. 
OLIVEIRA, Valdemr de. O frevo e o passo de Pernambuco. Boletim Latino Pernambucano de Música. v. 9, p. 157-192, 1946.
OLIVEIRA, Walter. Nelson Ferreira. Recife: Secretaria de Turismo, Cultura e Esportes do Governo do estado de Pernambuco, 1985.  
OTRANTO, Teresa Maria. Capiba: a expressão da tristeza e da saudade na máscara do folião. 1ª ed., Recife: Edições Bagaço, 2006. v. 1. 200p.
PERREIRA, Maria Isabelle Domitilia Barros. Valores do Passado: Tradição e Nostalgia no Bloco da Saudade. (Dissertação Mestrado em Comunicação). Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, 2013.
PINTO, Marcelo Gama e Mello de Magalhães. Frevo para piano de Egberto Gismonti: Uma análise de procedimentos composicionais e de performance. (Dissertação Mestrado em Música). Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, 2009. Disponível no link. -e- link. (acessado em 14.2.2015).
PINTO, Marcelo Gama e Mello de Magalhães. O caos organizado de Egberto Gismonti em Frevo: improvisação e desenvolvimento temático. Per Music, p. 102 - 124, 30 jul. 2013.
Alegria do frevo, Fábio Luna
RABELLO, Evandro. Osvaldo Almeida: o mulato boêmio que não criou a palavra frevo. In Diário de Pernambuco – Caderno Viver, Seção B, pg. 1 – Recife, PE – 11/2/1990. 
RABELLO, Evandro; SILVA, Lucas Victor (Org's.). Memórias da Folia: o carnaval do Recife pelos olhos da imprensa (1822-1925). Recife: Funcultura, 2004. v. 1.
RABELLO, Evandro. Vassourinhas. [Folclore, 28]. Recife: IJNPS, Departamento de Antropologia, 1977. 
RABELLO, Evandro. Vassourinhas foi “compositado” em 1909. Arrecifes, Recife, ano 3, n. 2, 1987.
REAL, Katarina. O Folclore no carnaval do Recife. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura, 1967. 
RECIFE. Prefeitura. Memória do frevo: acervo de partituras - frevo, patrimônio cultural imaterial do Brasil – Plano Integrado de Salvaguarda. Recife: Centro de Formação, Pesquisa e memória Cultural Casa do Carnaval, 2010. 
RODRIGUES, Edson Carlos. Sua Excelência o Frevo de Rua – O frevo nosso de cada carnaval. (Monografia de Especialização em Etnomusicologia). Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, 2003.  
SALDANHA, Leonardo Vilaça. Frevendo no Recife - A Música Popular Urbana do Recife e sua Consolidação Através do Rádio. (Tese Doutorado em Música). Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, 2008. Disponível no link e link. (acessado em 14.2.2015).
SALDANHA, Leonardo Vilaça. Elementos Tipicamente Brasileiros na Suite Pernanbucana de Bolso de José Ursicino da Silva (Maestro Duda).. (Dissertação Mestrado em Artes). Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, 2001.
SALDANHA, Leonardo Vilaça. Frevo, uma trajetória midiática - na indústria fonográfica e nos meios de comunicação de massa. In: XX Congresso da ANPPOM, 2010, Florianópolis - SC. Anais do XX Congresso da ANPPOM. Florianópolis - SC: Ed. da Universidade Estadual de Santa Catarina, 2010. v. I. p. 636-641.
SALDANHA, Leonardo Vilaça. Nelson Ferreira “O Moreno Bom”. In Cadernos da Pós-Graduação, ano 8 – Volume 8 – nº 1 – p. 209-217, Instituto de Artes / UNICAMP, Campinas, SP – 2006. 
SANTANA, Adriana Maria Andrade de. Tomados pela embriaguez do frevo. Jornal do Commercio, recife, p. 12 - 13, 05 jun. 2001.
SANTANA, Moisés de Melo. Frevo e Identidade Cultural. Nuevamérica (Buenos Aires), v. 1, p. 18-21, 2014.
SANTOS, Mário Ribeiro dos. Trombones, tambores, repiques e ganzás: a festa das agremiações carnavalescas nas ruas do Recife (1930-1945).. (Dissertação Mestrado em História). Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPE, 2010. Disponível no link. (acessado em 14.2.2015).
SANTOS, Mário Ribeiro dos. Trombones, tambores, repiques e ganzás: a festa das agremiações carnavalescas nas ruas do Recife (1930-1945). Recife: SESC, 2010. 
SARMENTO, Luiz Eduardo Pinheiro. Patrimonialização das culturas populares: visões, reinterpretações e transformações no contexto do frevo pernambucano. (Dissertação Mestrado em Antropologia). Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, 2010. 
SCHNEIDER, Cynthia Campelo. O frevo no coração do recifense: cultura, música e educação. (Dissertação Mestrado em Educação, Arte e História da Cultura). Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2011. Disponível no link. (acessado em 14.2.2015).
Frevo,  Lula Cardoso Ayres
SETTE, Mário. Maxabombas e maracatus - 1886-1950. Recife: Fundação de Cultura Cidade do Recife, 1981. 256p.
SILVA, Fabiana de Fátima Bruce da. No contorno do frevo. Revista de História (Rio de Janeiro), Rio de Janeiro - RJ, p. 67 - 71, 1 ago. 2009.
SILVA, Jailson Raulino da. Frevos para Clarineta: uma história de resistência a cada passo. (Tese Doutorado em Música). Universidade Federal da Bahia, UFBA, 2008. Disponível no link. (acessado em 14.2.2015).
SILVA, Leonardo Dantas. Carnaval do Recife. Recife: Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2000, 321p.
SILVA, Leonardo Dantas (org.). O Piano em Pernambuco. FUNDARPE, Diretoria de Assuntos Culturais (Coleção Pernambucana, 2ª fase). Recife-PE, 1987. 
SILVA, Leonardo Dantas (org.). Bandas Musicais de Pernambuco – origens e repertório. Governo do Estado de Pernambuco, Séc. do Trabalho e Ação Social, Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT. Recife, PE – 1998. 
SILVA, Leonardo Dantas (org.). Blocos Carnavalescos do Recife – Origens e Repertório. Governo do Estado de Pernambuco, Séc. do Trabalho e Ação Social, Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT. Recife, PE – 1998. 
SILVA, Leonardo Dantas. Ensaio de carnaval. [Seleção Suplemento Cultural]. Diário Oficial do Estado de Pernambuco. Ano X, fev. 1997. 
SILVA, Leonardo Dantas (Org.). Antologia do carnaval do Recife. Recife: Editora Massangana, 1991.
SILVA, Leonardo Dantas (Org.). Raul Moraes: repertório variado. Recife: Editora Massangana, 2003.
SILVA, Leonardo Dantas. Nelson Ferreira - O maestro que não sabia compor frevo. Continente Multicultural, Recife, ano 2, nº13, p. 72-79, jan. 2002. 
SILVA, Lucas Victor. O carnaval na cadência dos sentidos: uma história sobre as representações das folias do Recife entre 1910 e 1940. (Tese Doutorado em História). Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, 2009.
SILVA, Lucas Victor; BEZERRA, A. A.. Evoluções! Histórias de bloco e de saudade. 1ª ed., Recife: Edições Bagaço, 2006. v. 1. 121p.
SILVA, Lucas Victor. A invenção do carnaval mulato do Recife: um ensaio sobre desejos, práticas e representações da folia dos blocos carnavalescos do Recife na década de 1920. Gênero & História (UFPE), Recife, v. 1, n.3, p. 171-199, 2005.
SILVA, Lucas Victor. Entrudo, Batuques, Capoeiras e Bailes: o Carnaval Saquarema do Recife Oitocentista e sua Máscara Colonial. In: SILVA, Giselda Brito; SCHURSTER, Karl. (Org.). Histórias do Recife: entre narrativas do passado e interpretações do presente. Rio de Janeiro: Multifoco, 2011, v. , p. 137-154.
SILVA, Paula Rodrigues da. Algumas reflexões acerca do frevo de rua e das danças da mídia. (Monografia Graduação em Educação Física). Universidade de Pernambuco, UPE, 2008.
Frevo, Orlando Teruz 
SILVA, Paula Rodrigues da; FALCÃO, Ana Patrícia. Frevo e danças da mídia: algumas reflexões. The FIEP Bulletin, v. 80, p. ---, 2010.
SILVA, Sonia Sena da. O Frevo de Quinze Anos. 1ª ed., São Paulo: Scipione, 2001. v. 1. 63p.
SOUTO MAIOR, Mario; SILVA, Leonardo Dantas. Antologia do carnaval do Recife. Recife: FUNDAJ Massangana, 1991. 
SOUZA, Ester Monteiro de.SILVA, C.. Sem elas não haveria Carnaval - Mulheres do Carnaval do Recife. 1ª ed., Recife: Gráfica A Única, 2011. 112p.
SUCCI, Maria Adalgiza Albuquerque. Inovação Pedagógica: um estudo emergente sobre as práticas pedagógicas na Escola Municipal de Frevo Maestro Fernando Borges - Recife - Pernambuco - Brasil. (Tese Doutorado em Ciências da Educação -Inovação Pedagógica). Universidade da Madeira, UMA, Portugal, 2014. 
TELES, José. Do Frevo ao Manguebeat. São Paulo: Editora 34, 2000. 
TORRES, Felipe. Vassourinhas é hino do carnaval pernambucano. Diário de Pernambuco, Recife, 8 fev. 2013.
VALADARES, Paula Vivana de Rezende e.. O frevo nos discos da Rozenblit: um olhar de designer sobre a representação da indústria cultural. (Dissertação Mestrado em Design). Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, 2007.
VALADARES, Paula Vivana de Rezende e.. Design e frevo: da representação visual da expressão popular à perspectiva da indústria cultural estampada nos discos da Rozenblit. Revista do Conselho Municipal de Política Cultural: Arrecifes, Recife, p. 60 - 67, 1 jun. 2008.
VALADARES, Paula Viana de Rezende e; COUTINHO, Solange Galvão. A representação visual do frevo. In: XIII Encontro de História ANPUHRIO, 2008, Rio de Janeiro. XIII Encontro de História ANPUHRIO - IDENTIDADES. Rio de Janeiro: Anpuh-Rio, 2008. p. 1-14.
VICENTE, Ana Valéria Ramos. Entre a ponta do pé e o calcanhar - reflexões sobre o frevo na produção coreográfica do Recife na década de 1990: cultura, subalternidade e produção artística. (Dissertação Mestrado em Artes Cênicas). Universidade Federal da Bahia, UFBA, 2008.
VICENTE, Ana Valéria Ramos; SOUZA, G. G. Q.. Trançados Musculares: saúde corporal e ensino do frevo (DVD). 1ª ed., Olinda: Associação Reviva, 2011. v. 1.
Frevo, Jader Cysneiros, ©2007
VICENTE, Ana Valéria Ramos; SOUZA, G. G. Q.. Refletindo sobre princípios par ao ensino do frevo. In: Primo, Rosa; Parra, Denise. (Org.). Invenções do ensino em arte. 1ª ed., Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2014, v. 1, p. 120-133.
VICENTE, Ana Valéria Ramos. Entre a ponta de pé e o calcanhar:reflexões sobre como o frevo encena o povo, a nação e a dança no Recife. 1ª ed., Olinda e Recife: Editora Associação Reviva e Editora UFPE, 2009. 205p.
VILA NOVA, Julio Cesar Fernandes. O frevo no discurso literomusical brasileiro: ethos discursivo e posicionamento. (Tese Doutorado em Letras). Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, 2012. Disponível no link. (acessado em 14.2.2015).
VILA NOVA, Julio Cesar Fernandes. Panorama de folião: cultura e identidade no discurso do frevo-de-bloco. (Dissertação Mestrado em Letras). Universidade Federal de Pernambuco, UFPE, 2006. Disponível no link. (acessado em 14.2.2015).
VILA NOVA, Julio Cesar Fernandes. Panorama de folião - o carnaval de Pernambuco na voz dos blocos líricos.  Recife: fundação de cultura cidade do Recife, 2007. v. 1. 167p.
VILA NOVA, Julio Cesar Fernandes. Gênero canção popular na cultura brasileira: saudade e propaganda nas letras do frevo-de-bloco. In: VI Congresso Internacional da ABRALIN, 2009, João Pessoa-PB. ABRALIN - Associação Bras. de Linguística - 40 Anos- VI Congresso Internacional. João Pessoa: Ideia, 2009. p. 2202-2210.
WREDE, Catharina. Frevo africano?. Revista História, 18 de setembro de 2007. Disponível no link. (acessado em 15.2.2015).

Disponível em: <http://www.elfikurten.com.br/2015/02/frevo.html>. Acesso em: 13 jun 2017.

sábado, 29 de abril de 2017

Frevos inesquecíveis são eternizados em CD - Frevos-de-Rua, os Melhores do Século vol 03

Frevos inesquecíveis são eternizados em CD

Jornal do Commercio
Recife - 05.12.2000
Terça-feira

Para manter a tradição de lançar as músicas do próximo Carnaval, no final do ano anterior à festa, o produtor e médico Luiz Guimarães apresenta ao público hoje mais um volume da série Frevos-de-Ruaos Melhores do Século. Iniciada há dois anos, a série se propõe a classificar os hinos mais importantes do Carnaval pernambucano, muitos deles ainda inéditos em CD, e a maioria desconhecidos do público jovem.
Este é o terceiro disco de frevos-de-rua lançado pela LG Produções, de Luiz Guimarães. O trabalho dá seqüência a seleção de 65 músicas do gênero escolhidas por um júri formado por maestros, compositores, artistas e amantes do frevo. “Minha intenção é encerrar a série em 2000, se tudo der certo. Estou torcendo para o projeto do quarto disco ser aprovado pela lei de incentivo”, anuncia o médico, que também é compositor.
A obra, que será lançada hoje, às 20h, no Museu da Cidade do Recife, é uma homenagem ao compositor Lourival Oliveira, falecido no início deste ano. É dele a faixa de encerramento do disco, Cocada, gravada pela primeira vez em 1968. “Além do CD ser dedicado a Lourival Oliveira, vamos também entregar aos familiares do compositor o Diploma do Mérito Carnavalesco. Criamos este diploma para celebrar as figuras importantes da nossa música”, conta o produtor.

REPERTÓRIO – Frevos-de-Rua – Os Melhores do Século, Vol. 3 reúne 17 faixas. A maioria das canções são das décadas de 60 e 70. E para se comprovar que a ‘decadência’ do frevo no mercado fonográfico (em termos de vendagem e respeito) basta comprovar que a música mais recente do disco, Recordando a Tabajara (Edson Rodrigues), foi escrita em 1976, exatos 24 anos atrás. Um reflexo de que aliado ao descrédito das gravadoras e FMs, os compositores do estilo também não se empenharam em devolver o gênero ao lugar devido.
Por isso mesmo, só os clássicos tiveram espaço na seleção dos melhores. Nesse universo, o mais antigo deles é Satanás na Onda, composto por Levino Ferreira em 1935. Do mesmo autor foi incluído o frevo Vassourinhas Está no Rio, de 1950, ocasião em que o clube carnavalesco pernambucano fez uma grande viagem à capital carioca.
Do maestro Nelson Ferreira, foram regravados os hinos de saudação do Clube Náutico (Come-e-Dorme) e do Sport (Casá-Casá), ambos datados de 1955. Já o maestro José Menezes, que na edição anterior teve incluído o seu Freio à Óleo, foi lembrado com a faixa Baba de Moça.

Serviço:
Lançamento do CD Frevos-de-Rua, Os Melhores do Século, vol.3 – Hoje, 20h, no Museu da Cidade do Recife, Forte das Cinco Pontas

fonte: http://www2.uol.com.br/JC/_2000/0512/cc0512_3.htm
acesso em: 29 abr 2017.

FREVOS FAMOSOS - GRANDES COMPOSITORES DE FREVO

Por Renato Phaelante

1. VASSOURINHAS – de Matias da Rocha e Joana Batista Ramos.

Este frevo foi composto, segundo o pesquisador Evandro Rabelo, no dia 06 de janeiro de1909, no bairro de Beberibe, em um mocambo que ficava em frente à estação do Porto da Madeira.
OBSERVAÇÃO: Joana Batista, um dos autores do frevo, afirmou em depoimento, que teria a melodia sido composta pelo Matias da Rocha, à época, designado como maestro. A primeira gravação de Vassourinhas foi realizada em 1956, em selo Mocambo, com as famosas variações do músico Félix Linz de Albuquerque – o Felinho. Já a gravação feita nos anos 40, pelo radialista carioca, Almirante, omite o nome dos autores deste frevo.

2. FOGÃO – do músico e pintor de afrescos Sérgio Lisboa.

Lançado em forma de partituras, na década de 30, somente foi divulgado em disco, em caráter nacional, a partir de sua primeira gravação, em junho de 1950, pela RCA Victor, interpretado por Zacarias e sua Orquestra. Esse compositor tornou-se famoso em todo o Brasil,com esse único frevo.

3. CANHÃO 75 – de Nino Galvão;

Este frevo foi gravado pela primeira vez em junho de 1951.

4. ÚLTIMO DIA – de Levino Ferreira.

O autor deste frevo foi um dos mais versáteis e competente músico. Ele teve a sua primeira gravação em 1959, pela Continental com a orquestra de Severino Araújo. Uma série de frevos famosos qualificam a produção de Levino Ferreira, como, por exemplo, A Cobra está Fumando, Diabo Solto, Retalhos de Saudade, entre tantos outros.

5. GOSTOSÃO – do Maestro Nelson Ferreira.

Também ele, entre os mais versáteis e talentosos compositores, tornou-se ainda mais famoso por ter reformado, com seus arranjos, técnica melódica arrojada e as novas idéias que impôs às suas composições, o frevo, tornando-os célebre . Assim é o caso, dos frevos Come e Dorme, Frevo no Bairro do Recife, Gostosinho, Casá Casá, entre tantos outros. Gostosão, um dos mais importantes, foi gravado pela primeira vez em outubro de 1950, pela RCA Victor.

6. FREIO A ÓLEO – do maestro José Xavier de Menezes.

A orquestra de frevo do maestro José Xavier de Menezes animou durante anos seguidos o Carnaval de Clubes do Recife. Freio a Óleo, foi gravado pela primeira vez em outubro de 1950, através da RCA Victor.

7. TRÊS DA TARDE – de Lídio Francisco – o Lídio Macacão.

O compositor não se distinguiu pela quantidade de frevos que produziu, mas principalmente pela qualidade esmerada de cada um deles. O Três da Tarde, conhecido frevo coqueiro, uma variante do frevo de abafo, obriga o músico a uma execução mais viril. Este frevo foi gravado pela primeira vez em julho de 1950, pela Rca Victor.

Muitos foram os frevos de rua que tiveram destaque efetivo desde o final dos anos 40 até a atualidade. Só para citar alguns deles, se pode destacar:

- Capital do Frevo, de Toscano Filho;

- Porta Bandeira, de Nelson Ferreira;

- Perguntas e Respostas, de Zumba;

- Recordando a Tabajara, de Edson Rodrigues;

- Faca Cega, de José Bartolomeu;

- Satanás na Onda, de Levino Ferreira;

- Capenga, de Eugênio Fabrício;

- Teleguiado, de Toscano Filho.

Destacam-se, também, os frevos de Lourival Oliveira, todos com nomes de cangaceiros: Lampião, Volta Seca, Maria Bonita, Ponto Fino, Cocada, Sabino, Corisco, Ventania, Zabelê.

ALGUNS DOS MAIS FAMOSOS FREVOS DE BLOCO

Mesmo que o frevo de bloco só tenha vindo a ser conhecido no Brasil, a partir de 1957, com o frevo de bloco de Nelson Ferreira, intitulado, Evocação, há que se reconhecer que entre os maiores compositores de frevo de bloco, estão Os Irmãos Moraes – Raul e Edgar. Suas composições foram e são, ainda, as mais cantadas hoje em dia. No Recife, a música de Edgar e Raul, já era famosa desde os anos 30. Mesmo após a morte Do irmão Raul, Edgar continuou compondo dentro da mesma linha que caracterizava os dois. Foi assim que surgiu, por exemplo, Valores do Passado, em 1962, de Edgar Moraes, uma das composições que marca a história deste ritmo pernambucano, resgatando, em sua letra, 24 blocos que já desapareceram do Carnaval do Recife. Observe-se a letra:

“Bloco das Flores, Andaluzas, Cartomantes,
Camponeses, Apôs Fum e o bloco Um dia Só.
Os Corações Futuristas, Bobos em Folia
Pirilampos de Tejipió!
A Flor de Magnólia, Lira do Charmion, Sem Rival,
Jacarandá, a Madeira da Fé, Crisântemo,
Se Tem Bote e Um dia de Carnaval.
Pavão Dourado, Camêlo de Ouro e Bebé,
Os queridos Batutas da Boa Vista
E os Turunas de São José.
Príncipe dos Príncipes, brilhou,
Lira da Noite , também brilhou
E o Bloco da Saudade
Assim recorda
Tudo o que passou.”

acesso em: 29 abr 2017.

sábado, 25 de março de 2017

O futuro do frevo em debate no III Encontro do Plano Integrado de Salvaguarda do frevo



O futuro do frevo em debate no III Encontro do Plano Integrado de Salvaguarda do frevo


O III Encontro do Plano Integrado de Salvaguarda do Frevo será realizado no museu Paço do Frevo entre os dias 30 e 31 de março de 2017 e no dia 06 de maio de 2017. No primeiro momento será realizada a programação com seminários e debates acerca das atividades do Comitê Gestor. No dia 06 de maio de 2017 será realizado o processo de eleição dos novos representantes.
Para participar das atividades do “III Encontro do Plano Integrado de Salvaguarda do Frevo”, os interessados deverão realizar a sua inscrição através do formulário digital ou, presencialmente, no Centro de Documentação e Memória Maestro Guerra- Peixe, pavimento térreo, Paço do Frevo, Praça do Arsenal da Marinha, nº 91, Bairro do Recife, Recife, de terça a sexta, das 9h às 12h e das 13h às 17h; ou no Pátio de São Pedro, Casa 10, Bairro de Santo Antônio, de segunda à sexta das 10h às 12h e das 14h às 16h.
Inscrições online, de 20 à 29 de março de 2017; e as Inscrições presenciais no Paço do Frevo ou na Casa 10 do Pátio de São Pedro, de 20 à 31 de março de 2017.
DIA 30/03/2017
9h – 12h – CONFERÊNCIA DE ABERTURA: A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO SOCIAL PARA A SALVAGUARDA DOS BENS CULTURAIS REGISTRADOS
LOCAL: Sala Nelson Ferreira (1º andar)Palestrantes: Mestre Mago (Centro de Capoeira São Salomão); Manoelzinho Salustiano (Representante dos Maracatus de Baque Solto); Giorge Bessoni (Antropólogo do IPHAN/PE).Mediador: Eduardo Sarmento (Gerente Geral do Paço do Frevo)
13h – 17h – LEITURA E DEBATE SOBRE O REGIMENTO INTERNO DO COMITÊ GESTOR DE SALVAGUARDA DO FREVOLOCAL: Centro de Documentação e Memória (térreo)
DIA 31/03/2017 
9h – 12h – MESA: O FUTURO DO FREVO: O QUE ISSO TEM A VER COMIGO?LOCAL: Sala Nelson Ferreira (1º andar)Palestrantes: Maria Flor (Passista/Musicista); Maestro Ivan do Espírito Santo (Músico); Nilsinho Amarante (Músico); Maria Chaves (Bloco Eu Acho É Pouquinho).Mediadores: Newton Caivano (Representante do segmento de Música no Comitê) e Carmem Lélis (Secult/PCR)
13h – 17h – DEBATE SOBRE O PROCESSO DE ELEIÇÃO DOS NOVOS REPRESENTANTES DO COMITÊ GESTOR DE SALVAGUARDALOCAL: Centro de Documentação e Memória (Térreo)Mediação: Socorrinho Cardoso (Titular do segmento dos Blocos Carnavalescos Líricos), Severino Vila Nova (Suplente do segmento dos Blocos Carnavalescos Líricos) e Luiz Santos (Paço do Frevo)

INSCRIÇÕES: https://comitefrevo.wixsite.com/salvaguardadofrevo/inscricoes

domingo, 26 de fevereiro de 2017

TERIA SIDO MESTRE PIXINGUINHA UM AMANTE DO FREVO?

TERIA SIDO MESTRE PIXINGUINHA UM AMANTE DO FREVO?

IMS
Diabos do Céu, lendário grupo do mestre Pixinguinha
1
Abílio Neto · Abreu e Lima, PE
30/10/2011 · 16 · 5
O músico brasileiro que não gostar de frevo ou é doente das mãos ou do pulmão conforme o tipo de instrumento que tocar. Há um título desse gênero que explica bem esse fenômeno que o frevo causa nas pessoas, sejam elas músicos ou não. Chama-se “Mexe Com Tudo”, do grande mestre pernambucano Levino Ferreira.

Assim sendo, Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna Filho), um dos maiores músicos brasileiros de todos os tempos e um dos fundadores do que hoje se chama música popular brasileira, não poderia ignorar o frevo.

Interessante que o tipo de frevo mais apreciado pelo público e pelos músicos é sem dúvidas o “frevo de rua”, no entanto, o primeiro frevo gravado no Brasil é um frevo-canção de Nelson Ferreira intitulado “Borboleta Não É Ave”, cuja gravação é de 1923. O primeiro frevo puramente instrumental, “Não Puxa Maroca”, também de Nelson Ferreira, foi gravado seis anos depois, em 1929, pela Orquestra Victor Brasileira que tinha como regente nada mais nada menos do que o nosso Pixinguinha.

No fim do ano de 1932, Pixinguinha resolveu criar o seu próprio grupo de músicos para animar festas carnavalescas e também gravar frevos e marchas, sendo os frevos somente aqueles instrumentais. Quanto às marchinhas, fazia as orquestrações para os cantores da época. Esse seu grupo boi batizado por ele de “Diabos do Céu”, um conjunto de oito músicos, todos oriundos do “Grupo Velha Guarda”. E foi assim que, em 1933, Pixinguinha gravou como arranjador e regente o primeiro frevo instrumental com o “Diabos do Céu”.

Não é preciso que se pesquise muito para se chegar à conclusão de que três dos maiores músicos do século XX eram fãs ardorosos do frevo pernambucano: Pixinguinha, Jacob do Bandolim e Sivuca. E que os três tinham uma admiração enorme por aquele que foi o mais humilde dos mestres do frevo: Antonio Sapateiro, o homem que levou para a música a simplicidade do nome do seu ofício de sobrevivência que era a arte de consertar sapatos.

Pouco se sabe sobre o recifense Antonio João da Silva, o Antonio Sapateiro. Pesquisei muito para apurar que ele nasceu em 1892 e faleceu em 1940. E que tocou trompete e bombardino na gloriosa Banda da Polícia Militar de Pernambuco sob o comando do Capitão Zuzinha, o aclamado Pai do Frevo.

Esses grandes músicos de que falei achavam que Antonio Sapateiro se destacava pela riqueza melódica de suas composições. Mas que composições eram essas se quase todo mundo só conhece dele a famosa Luzia no Frevo?

Em um trabalho que fiz há alguns anos consegui relacionar mais cinco frevos desse mestre: 1) Melancolia; 2) Metralhadora Pesada; 3) Recordação; 4) Fuxico; e 5) Sorriso de Cecinha.

Quem conhecer muito desse autor se lembra de Luzia no Frevo e no máximo mais dois ou três frevos. O restante ou está em mãos de grandes colecionadores ou só existem em partituras e nunca foram gravados. Acredito que Antonio Sapateiro, pela sua genialidade, não ficou somente na produção desses seis frevos.O mais importante, porém, é que Jacob do Bandolim amava Luzia no Frevo e a gravou. Que Sivuca amava Luzia no Frevo e a gravou. E que São Pixinguinha amava Luzia no Frevo e também a gravou. E da nova geração de grandes músicos, Antonio Nóbrega e Spok amam Luzia no Frevo e a gravaram também.

Mas cadê a gravação de Pixinguinha já que as gravações dos outros são facilmente encontradas?

Do fim da década de 20 em diante, Pixinguinha fez trabalhos como arranjador e regente para os seguintes grupos musicais: Diabos do Céu, Victor Brasileira e Típica Victor. O nome "Velha Guarda" pertencia a Pixinguinha e o nome "Diabos do Céu" era marca da gravadora, mas os músicos eram praticamente os mesmos.
E foi justamente essa pequena orquestra, a Diabos do Céu, que gravou em primeira mão o frevo de Antonio Sapateiro “Luzia no Frevo” com arranjos e direção de Pixinguinha. Isso pra mim é uma coisa muito emocionante!

E vou mais além: a gravação foi realizada em 20/12/1933 e o disco lançado em janeiro de 1934 pela gravadora Victor que naquele tempo ainda não tinha o RCA na frente. Um lançamento para o carnaval daquele ano. A gravação tem, portanto, 77 anos. O importante é que este é o primeiro registro fonográfico brasileiro em que o ritmo marcha-frevo aparece simplesmente como frevo porque na gravação de Não Puxa Maroca ainda era marcha-frevo ou marcha nortista.

Mas quais foram os músicos que atuaram sob a direção e com arranjos de Pixinguinha na gravação de Luzia no Frevo? Bem, esse foi um trabalho de pesquisa muito grande. Eu me deparei até com pesquisa de gente financiada pela Petrobrás que anotou o nome de um músico como João Bagre quando ele se chamava João Braga. Tive que soltar um palavrão! Posso afirmar que o diálogo da composição de Antonio Sapateiro foi feito entre palhetas e metais nas “perguntas” e palhetas e metais nas “respostas”.

Escutem que na primeira parte do frevo dá para identificar mais do que sons de clarinetas e na segunda parte, um saxofone reforçado por um trompete e um trombone, tudo isso acompanhado de uma leve percussão, não lembrando em nada as grandes orquestras de frevo de Pernambuco com seus vigorosos metais, palhetas e uma percussão mais forte.

Se alguém identificar sons divergentes do que eu afirmo acima partindo dos instrumentos citados, é bom se pronunciar logo ou se calar para sempre. Correções existem para ser feitas. Mesmo assim essa gravação de Luzia No Frevo é a que mais me emociona, até porque os músicos eram bons em demasia. Também para trabalhar com Pixinguinha tinha que ser especial!

Eis a relação de músicos da gravação em destaque, pedindo perdão por algum erro que possivelmente exista:
João da Bahiana – pandeiro
Faustino da Conceição – percussão (omelê)
João Braga – clarinete
Jonas Aragão – clarinete
Luiz Americano – saxofone
Bonfiglio de Oliveira – trompete
Vantuil de Carvalho – trombone
João Martins - contrabaixo

São somente oito músicos e fizeram um “estrago” desses! Mas depois desta foto acima do ano de 1934, retratando a formação de Diabos do Céu, quando Pixinguinha aparece junto a um saxofone, eu me pergunto: será que não foi o próprio quem executou parte de Luzia no Frevo e Luiz Americano tocou clarinete? Não se esqueçam de que Pixinguinha foi flautista e saxofonista. Outra coisa, a foto mostra oito músicos contando com Pixinguinha que aparece no canto inferior direito. A foto foi obtida logo depois da gravação de dezembro de 1933, ou seja, no início de 1934.

Então, no final, vocês fiquem com “Diabos do Céu” executando “Luzia no Frevo”, esse frevo deslumbrante de Antonio Sapateiro, o mais humilde gênio do frevo, com arranjos e direção de São Pixinguinha, uma descoberta tão importante para quem gosta de música quanto a da penicilina para quem ama as ciências médicas. A gravação era ruinzinha, afinal é de 1933, mas como modesto editor de áudio, acho que fiz um pequeno milagre!

Graças a Mário Sève, chorão virtuose do sax e da flauta além de pesquisador cuidadoso da música brasileira, com acesso ao baú do grande mestre Pixinguinha, através do seu neto, o cantor Marcelo Vianna, no CD (Mário Sève & David Ganc) que homenageia Pixinguinha e Benedito Lacerda, duas composições inéditas do autor de “Carinhoso” foram lançadas na praça: o baião “Acorda Garota” e o frevo “Água Morna”. Água Morna é um frevo raríssimo na obra de Pixinguinha, talvez o único que compôs, porém tira qualquer dúvida de que ele foi realmente um amante do frevo, caso não bastasse a gravação que comentei acima. O arranjo de “Água Morna” foi de David Ganc, que foi gravado com a família completa do sax. É um frevo de rua pernambucano da melhor qualidade. David Ganc resolveu formar uma mini-orquestra de frevo: toda a família do sax com o auxílio do trio trompete, trombone e tuba. Os metais ficaram a cargo de Roberto Marques, Nilton Rodrigues e Carlos Vega. É melhor mencionar todos os músicos que gravaram Água Morna: Carlos Veja, tuba; David Ganc, flauta baixo, saxofone alto, flauta, saxofone barítono, flautim e saxofone tenor; Mário Sève, flauta, saxofone alto, saxofone tenor e flautim; Mingo Araújo, caixa, surdo, pandeiro e pratos; Nilton Rodrigues, trompete; e Roberto Marques, trombone.

Espero que gostem de Luzia no Frevo, de Antonio Sapateiro, e deÁgua Morna, de Pixinguinha!
fonte: http://www.overmundo.com.br/overblog/teria-sido-mestre-pixinguinha-um-amante-do-frevo-1
disponivel em 26 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Nelson Ferreira: 40 anos do adeus do dono da música pernambucana

Nelson Ferreira: 40 anos do adeus do dono da música pernambucana

Maestro marcou a cultura do estado durante seis décadas
Publicado em 21/12/2016, às 07h08
O maestro Nelson Ferreira à frente de sua orquestra, 1950 / foto: arquivo/JC Imagem
O maestro Nelson Ferreira à frente de sua orquestra, 1950
foto: arquivo/JC Imagem
JOSÉ TELES
Nelson Heráclito Alves Ferreira, nasceu em 9 de dezembro de 1902, em Bonito, no agreste pernambucano, numa família musical. O pai Luiz Alves Ferreira, comerciário,  foi um violonista competente.  A irmã mais velha, Laura, por exemplo, deu a Nelson Ferreira as primeiras aulas de piano, seu instrumento ao longo de quase 60 anos de carreira, contados a partir da impressão da primeira composição, aos 14 anos, a valsa Vitória. A música foi uma encomenda da Companhia de Seguros Vitalícia Pernambucana. As irmãs Ladyclaire e Olga Linda formariam, já nos tempos do rádio, a dupla Lady e Linda.
A família mudou-se para o Recife, quando a mãe do compositor, a professora Josefa Torres Ferreira foi transferida para a capital, e foram morar no Bairro de São José, um dos focos do Carnaval recifense. Os genitores o queriam professor, mas o garoto preferia o piano, ou jogar de goleiro nas peladas da campina 13 de Maio. Os estudos, na Escola Normal Oficial, ficavam em terceiro plano. Não terminou o curso, foi arrastado pela música, depois de publicar a primeira composição. Aos 18 anos, os jornais já o tratavam por maestro. O sucesso de Nelson Ferreira podia ser medido pelo anúncio, nos jornais, em janeiro de 1920, da sexta edição de sua valsa Milusinha.  Na década de 20, o “insigne maestro” Nelson Ferreira dirigia a orquestra que tocava durante a exibição dos filmes no Moderno, o cinema da elite pernambucana (começou a tocar em cinemas em 1917, no Cine Pathé) Era também um dos mais requisitados autores de trilhas de musicais e dramas teatrais.
Nelson Ferreira pairou sobre o show business pernambucano da década de 20 até meados dos anos 70. Uma característica comum a quase todos os grandes compositores, maestros, do frevo, a fidelidade atávica ao Recife. Nelson só se ausentou por mais tempo da cidade duas vezes. Em agosto de 1922, como músico de bordo, do Caxias, viajou para a Alemanha. Passou três meses longe de Pernambuco.  Ficou mais cinco meses fora, no Rio, tocando no Cine-Teatro-Central, no Centro da então capital da República (funcionava no mesmo prédio do lendário Café - na verdade Leiteria - Nice). 
  Ao contrário de seu amigo/rival Lourenço da Fonseca Barbosa, Capiba, que, mesmo que imensamente talentoso, não dependia financeiramente da música, Nelson Ferreira sempre foi um músico profissional. Compunha profusamente, e a inspiração podia vir espontaneamente ou por encomenda. Borboleta Não É Ave, que tem a primazia de ter sido o primeiro frevo gravado,  composto para uma agremiação que ajudou a fundar, o Bloco Concórdia. Coincidentemente, o cantor que faria no fim da vida um frevo para a Bahia, foi gravado pela primeira vez por um baiano, Manuel Pedro dos Santos (1870/1944), o Bahiano, um dos primeiros astros do disco no Basil. 

O DONO DA MÚSICA


Nos anos 60, como diretor artístico da Rozenblit, Nelson Ferreira era cognominado “O Dono da Música”, pejorativamente, pelos autores que não conseguiam ter suas músicas selecionadas pelo maestro. Mas ele se “apoderou” da música pernambucana em junho de 1931, quando foi contratado para dirigir a orquestra da Rádio Clube, formada por músicos escolhidos, em sua maioria por ele. Como todo poderoso diretor artístico da emissora, cargo que assumiu em 1934, idealizava programas e sugeria ou definia contratações. Uma de suas decisões foi, em 1947, contratar Claudionor Germano como cantor solo, tirando-o do grupo Azes do Ritmo. Mais tarde, escolheria o cantor para gravar os dois mais emblemáticos LPs de frevo lançados pela Rozenblit, em 1959, para o Carnaval de 1960: Capiba 25 anos de Frevo, e O Que Eu Fiz e Você Gostou, com composições suas. 
Mas seu maior sucesso aconteceu há 60 anos, com o frevo de bloco Evocação, gravada com o Coral do Batutas de São José, uma música tão popular em Pernambuco quanto Vassourinhas. Gravada em 1956, para o Carnaval de 1957, Evocação, com uma letra que nem os próprios pernambucanos entendiam bem, estourou no Carnaval Carioca, e daí Brasil afora. Foi o mais bem sucedido frevo gravado na Rozenblit. Ele compôs outras seis evocações (estas numeradas). A sétima delas tem o subtítulo de Ruas da Minha Infâncias.
Famoso pelos frevos canção, Nelson Ferreira, que não achava que dominava o frevo instrumental, é autor de alguns dos mais perfeitos exemplares do gênero. Dois deles, Gostosão e Isquenta Muié, já o colocariam em destaque como compositor de frevo de rua. Mas ele foi também um dos mais inventivos arranjadores da música brasileira. Como diretor da Rádio Clube ou da Rozenblit, criou incontável número de arranjos, que não se preocupava em guardar. Fazia-os com extrema facilidade, e deixava-os sobre o piano, no estúdio, e quase todos jogados no lixo pelo da faxina, testemunham os músicos e cantores que conviveram com ele.
Nelson Ferreira, (O Moreno Bom), epíteto como também o tratavam na imprensa, foi o dono da música até o final dos anos 60, quando a Rozenblit iniciou seu caminho para a falência, e o rádio passou a tocar todo tipo de sucesso no Carnaval. Nelson Ferreira continuou trabalhado no que mais gostava: animar festas. Com sua sempre azeitada orquestra tocou até o fim. Quando faleceu tinha vários bailes agendados para o Carnaval de 1977.
O progresso teimava em tirar de linha gênios feito ele. E melhor metáfora para esta luta contra a mudança dos tempos aconteceu em 1974, quando foi notificado de que a casa onde morava desde 1937, seria demolida para a abertura da Avenida Mario Melo (inspiração da Evocação nº3). Saiu de lá com a família para um apartamento tão pequeno que não tinha espaço para o piano. Só viveria mais dois anos. sua última composição, feita para mais um LP Capital do Frevo, intitula-se Vamos Aprender a Amar o Recife.

Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/noticia/2016/12/21/nelson-ferreira-40-anos-do-adeus-do-dono-da-musica-pernambucana-264278.php
disponível em: 12/01/2017