quinta-feira, 22 de março de 2012

CURSO - MÚSICA NA ESCOLA

Prezados colegas e amigos professores de música,
 
O Departamento Nacional do SESC, por meio da Gerência de Educação e Ação Social (GEA) e Gerência de Cultural (GEC) realizarão no decorrer deste 1º Semestre cursos, por videoconferência na área de Educação Musical.
 
O SESC possui Unidades Operacionais, Centro de Atividades Sociais em todos estados do Brasil, portanto indico site do SESC, onde vocês encontrarão endereço, telefones de contato do DEPARTAMENTO REGIONAL, de modo que vocês professores de música do Brasil possam participar.
 
Para aqueles que moram no Rio de Janeiro, segue abaixo endereço:
SESC
Departamento Nacional
Gerência de Educação e Ação Social
Av. Ayrton Senna, 5.555- Jacarepaguá- RJ
CEP: 22775004
 
Obs.: Aos que quiserem participar presencialmente, favor realizar inscrição previamente com: Leonardo Moraes 21-21365160 - lbatista@sesc.com.br - Gerência de Educação e Ação Social
 
 
 
CURSO - MÚSICA NA ESCOLA
 
Informamos sobre o curso "Música na Escola" que será realizado nos meses de Abril e Maio, com objetivo de contribuir para formação continuada e capacitação de nossos educadores, visando melhor exercer à prática da Educação Musical em nossas escolas.
 
A obrigatoriedade do ensino da Música nas escolas regulares de ensino fundamental e médio, indicada na Lei 11.769 de 18 de agosto de 2008, cria a necessidade de adequação das grades curriculares dessas instituições em todo o país e exige a qualificação dos profissionais responsáveis pelo desenvolvimento das atividades na área da Música.
Nesse sentido cabe à instituição conceber um programa de qualificação profissional que possa orientar a inclusão da linguagem musical no rol de atividades desenvolvidas nas escolas, de modo a garantir o máximo de aproveitamento no uso dos recursos que a Música oferece para a formação dos alunos.
 
Segue abaixo, datas, horários e conferencistas convidados:
DATA / HORA TEMAS CONFERENCISTA
 
09/04/ -14h30 às17h30 - AULA IANUGURAL Equipe GEC e GEA e Dra. Regina Marcia Simão Santos
 
24/04 -18h15 às20h15 - MÚSICA, CULTURA E EDUCAÇÃO: A PRODUÇÃO CONTÍNUA DE JOGOS Dra. Regina Marcia Simão Santos
 
25/04 -18h15 às20h15 - O JOGO NO CANTO ESPONTÂNEO DE CRIANÇAS Dra. Maria Betânia Parizzi Fonseca
 
 
26/04 (Idem) MÚSICA  POR TODOS OS LADOS: O JOGO MUSICAL, AS FERRAMENTAS COMPUTACIONAIS E OS INSTRUMENTOS ALTERNATIVOS Dr. Daniel Marcondes Gohn
27/04 (Idem) MÍDIA E MÚSICA: AS TRILHAS SONORAS NA TV INFANTIL E JUVENIL – IMPACTO NO PATRIMÔNIO SONORO Dra. Mônica de Almeida Duarte
07/05 (Idem) MÚSICA NAS ESCOLAS: TRAJETÓRIAS DE PENSAMENTO E PRÁTICA Dra. Regina Marcia Simão Santos
08/05 (Idem) UM PARADIGMA ESTÉTICO PARA O CURRÍCULO Dra. Regina Marcia Simão Santos
09/05 (Idem) SERÁ QUE SEI CANTAR?  Doutoranda Silvia Garcia Sobreira
10/05 (Idem) PARA QUE PRODUZAM SUAS HISTÓRIAS Dra. Regina Marcia Simão Santos
21/05- 14h30 às 17h30 AVALIAÇÃO DO CURSO Equipe GEC e GEA e Dra. Regina Marcia Simão Santos

Currículo resumidos dos conferencistas:
1. REGINA MARCIA SIMÃO SANTOS
Doutora em Comunicação, Mestre em Educação e Bacharel em Piano pela UFRJ, Licenciada em Música pela UNIRIO, realizou estudos sobre pedagogia, composição e estética musical com H J Koellreutter e sobre etnomusicologia com A Seeger. Desenvolve pesquisas em educação musical, sendo autora de textos acadêmicos em publicações nacionais e internacionais, e organizadora-coautora do livro  “Música, cultura e educação: os múltiplos espaços de educação musical” (editora Sulina, 2011). Docente da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) por mais de 30 anos, atuou na Graduação e Pós-Graduação em Música (Mestrado e Doutorado), que coordenou. Exerceu docência no Conservatório Brasileiro de Música e no Curso de Música do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Professora de música na educação básica por mais de 20 anos,  na rede pública e privada (EI e EF), integrou o Departamento Pedagógico da SME-RJ coordenando cursos de formação continuada para professores de Música e para professores das séries iniciais e da EI. Coordenou projetos sócio-educativos musicais. Conferencista em universidades e congressos. Integrante de bancas de concursos públicos e de trabalhos acadêmicos; da equipe coordenadora e de comissão científica de congressos. Parecerista dos RCN-EI (MEC), de encontros científicos e de publicações. Vem prestando serviço de consultoria e atuando como palestrante convidada na SME-RJ desde 2006.
Link para currículo Lattes, caso possua: http://lattes.cnpq.br/9164295294690031
 
2. MARIA BETÂNIA PARIZZI FONSECA
Maria Betânia Parizzi é doutora em Ciências da Saúde (Desenvolvimento da Criança), pela Faculdade de Medicina da UFMG (2009), mestre e especialista em Educação Musical pela Escola de Música da UFMG. É professora adjunta da Escola de Música da UFMG. Desenvolve pesquisa nas áreas de desenvolvimento cognitivo-musical da criança, formação do professor de música e didática do piano. É co-autora dos livros Pianobrincando e Música na Escola - jogos e instrumentos.
link para currículo Lattes, caso possua: http://lattes.cnpq.br/7576459260804816
 
3. DANIEL MARCONDES GOHN
Daniel Gohn é Bacharel em Música pela UNICAMP, Mestre e Doutor pela ECA/USP. Professor na Universidade Federal de São Carlos, tem como principal interesse de pesquisa o uso de tecnologias na educação musical. É autor dos livros Educação Musical a Distância: Abordagens e Experiências (Cortez, 2011), Tecnologias Digitais para Educação Musical (Edusfcar, 2010), e Auto-aprendizagem Musical: Alternativas Tecnológicas (Annablume, 2003).
Link para currículo Lattes, caso possua: http://lattes.cnpq.br/1332810341001276
 
4. SILVIA GARCIA SOBREIRA
Graduada em Regência pela UFRJ, tendo experiência como regente em corais de empresas e privados. Desde 2006 coordena o Projeto de Extensão “A prática contemporânea do ensino de música”, desenvolvido na Escola Municipal Francisco Alves. Atualmente coordena o subprojeto PIBID da área de música, tendo como objetivo estudar as possibilidades do ensino de música em escolas públicas.
Link para currículo Lattes, caso possua: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4763840D6
 
5. MÔNICA DE ALMEIDA DUARTE
Possui graduação em Licenciatura em Educação Artística Música (1988), especialização em Métodos de Iniciação Musical (1989), mestrado em Educação (1994) e doutorado em Educação Escolar (2004), todos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professora Adjunto 4 da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Departamentode Educação Musical e Programa de Pós-Graduação em Música. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Musical, atuando principalmente nos seguintes temas: música, representação social, retórica, pedagogia da música, educação a distância e estágio supervisionado.
Link para currículo Lattes, caso possua: http://lattes.cnpq.br/1764983049303890
 
Curso - Música em Curso
 
MÓDULO I – FUNDAMENTAÇÃO DOS CONTEÚDOS TEMÁTICOS DO PROJETO SONORA BRASIL 2012: “Sotaques do fole” e “Sagrados mistérios – música vocal do Brasil”
 
· 14/03 14h30min às 17h30min – Palestrante convidado:
Leonardo Rugero Peres, bacharel em violão pelo Conservatório Brasileiro de Música, mestre em etnomusicologia pela Escola de Música da UFRJ, com trabalho focado na tradição da sanfona de oito baixos da região nordeste;
 
· 21/03 14h30min às 17h30min – Palestrante convidado: Frei Chico
Frei Franciscus Henricus van der Poel, frade franciscano holandês chegou ao Brasil em 1967. Pesquisador da cultura e da religiosidade do povo, formou o Coral Trovadores do Vale, em 1970, reunindo manifestações culturais, cantos e rezas populares da região do Vale do Jequitinhonha. O coral é conhecido em todo o Brasil e no exterior. É Membro Efetivo da Comissão Mineira de Folclore e do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, publicou diversos livros dentre os quais o Dicionário da Religiosidade Popular.
 
MÓDULO II – METODOLOGIAS DE ENSINO DA MÚSICA: Apreciação musical como estratégia de construção do conhecimento musical e formação de ouvintes.
O segundo módulo visa dar continuidade ao trabalho de sistematização com vistas à qualificação dos Cursos de Música oferecidos pela Rede SESC e a ações de desenvolvimento artístico cultural realizadas a partir das audiotecas dos núcleos de música dando subsídios para o desenvolvimento de ações de formação musical a partir de acervos fonográfico.
Apreciação musical é um tema frequentemente tratado de forma superficial ou equivocada, confundindo-se, muitas vezes, com o simples "gostar" da música.
Pretendemos abordar a apreciação musical como uma atividade efetivamente comprometida com a construção do conhecimento musical. Em afinidade com os demais projetos da modalidade de música do DN, as videoconferências estarão relacionadas projetos acervo musical.
 
· 11 e 18/4 14h30min às 17h30min- Palestrante convidado:
Eduardo Lakschevitz - Doutor em Música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Mestre em Regência Coral pela Universidade de Missouri-
Kansas City (EUA), chefe do Departamento de Composição e Regência da Unirio, onde leciona a cadeira de História da Música;
 
 
 
Esperamos contribuir para enriquecimento pedagógico, profissional e cultura.
 
Me coloco à disposição para quaisuqer esclarecimento.
 
Leonardo Moraes
21-21365160

Olha o Sgüep Trio aí gente

Esse trio ainda vai dar o que falar. Composto por três grandes amigos. Jefferson Cupertino (estais AM ou FM? kkkkk) no baixo, Julio Cesar no acordeon (O Piazzola do Nordeste) e João Carlos (Fazendo vários goooooools) na bateria. Confiram mais informações sobre esse trio da pesada! O show rolará dia 23/03/12 no CPM.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Gravação do CD - Wilma Araújo - Produção musical: Jorge Simas

Essas são as fotos da Gravação do CD - Wilma Araújo - Produção musical: Jorge Simas (violão 7 cordas). 


Da esquerda para direita.

Marcos F.M., Mauricio Cezar, Jorge Simas, (fotografa), Wilma Araújo, Marcos, Renatinho, Deck e Edimar.
O trabalho está sendo gravado no estúdio GUSDEL, técnico de gravação Delbert.

Data da foto: 10/03/12

quinta-feira, 15 de março de 2012

LUIZ GONZAGA - Asa Branca (com orquestra) - clipe FANTÁSTICO

O Rei do Baião, Luiz Gonzaga (1912-1989), canta "Asa Branca", clássico da música popular brasileira, sua parceria com outro gênio da MPB, Humberto Teixeira, em apresentação rara de gala com orquestra, no Fantástico.
Luiz Gonzaga era pai do genial Gonzaguinha e Humberto Teixeira, pai da atriz Denise Dumont, e foi retratado no filme "O Homem Que Engarrafava Nuvens", idealizado por Denise e dirigido por Lyrio Ferreira.


quarta-feira, 14 de março de 2012

Tom Jobim e seus maestros

por Luiz Roberto Oliveira

As apresentações da Orquestra Sinfônica do Estado de S. Paulo e artistas convidados, com o tema "Jobim Sinfônico", mostrarão ao público uma face menos conhecida de Antonio Carlos Jobim: peças e arranjos orquestrais, criados para teatro, cinema, eventos, ou gravados em discos seus e de outros intérpretes.
O interesse por orquestração manifestou-se em Tom Jobim ainda em início de carreira: teve aulas com o maestro Alceu Bocchino, e também aprendeu muito com Radamés Gnattali, indiscutivelmente um de seus ídolos, e Leo Peracchi, que mais tarde colaboraria com Tom em poucas mas importantes ocasiões.
Seu talento era mais que suficiente para uma brilhante carreira de arranjador, se ele assim o quisesse. Mas encantou-se mesmo pela composição, e deve ter entendido logo que o futuro lhe sorriria muito mais pelas músicas do que pelos arranjos. Jovem e recém-casado, a necessidade de ganhar "o dinheiro para o aluguel" levou-o a criar arranjos orquestrais para vários intérpretes. Quase sempre o crédito nas contracapas para o arranjador e os músicos que participavam das gravações era formulado de acordo com a praxe da época: "Antonio Carlos Jobim e sua orquestra". Era uma força de expressão. Embora houvesse ótimas orquestras de corpo estável, como a famosa Tabajara de Severino Araújo, muitos grupos de instrumentistas arregimentados para gravações ou performances eram tratados pelo nome genérico de "sua orquestra".
A estréia de Tom no pódio de uma orquestra de grande porte deu-se em 1954, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, com a apresentação de "Lenda", estudo sinfônico que compôs em homenagem ao pai.
Na primeira parceria com Vinicius de Moraes, Tom novamente adotou o estilo sinfônico em trechos criados para a peça de teatro "Orfeu da Conceição", de 1956. Na semana de estréia, Tom preferiu esconder-se atrás do piano, confiando a regência de suas orquestrações à batuta mais experiente de Leo Peracchi. Pouco depois, para a gravação do LP, animou-se e conduziu a orquestra. O programa "Jobim Sinfônico" inclui "Overture", as inéditas "Macumba" e "Dama Negra", e Milton Nascimento em "Se todos fossem iguais a você".
Tom Jobim fazia orquestrações e arranjos por necessidade de ofício, embora bem cedo tenha manifestado a tendência confiar a outros esta árdua tarefa. Ainda assim, foi o presidente Juscelino Kubitschek o responsável por fazer Tom queimar novamente as pestanas sobre as pautas musicais. E desta vez o assunto era dos mais sérios. A encomenda de "Brasília, Sinfonia da Alvorada" tinha prazo de entrega: a inauguração da nova capital, em 1960. A textura da orquestração, densa, solene, épica, alia-se aos versos de Vinicius para descrever a paisagem de um cerrado onde o homem é o elemento primordial na construção da cidade. Os quatro primeiros movimentos da obra serão executados pela Osesp.
Desejoso de mostrar suas músicas para os Estados Unidos e o mundo, Tom Jobim teve sua estréia no mercado norte-americano, em disco somente seu, com o vinil "The composer of Desafinado plays", em 1963. Por indicação do produtor Creed Taylor, conheceu o maestro alemão Claus Ogerman. As reservas que Tom tinha com relação a um possível "temperamento prussiano" do arranjador caíram por terra nos primeiros encontros de trabalho. O resultado foi um disco primoroso—o primeiro de uma parceria que Tom fez questão de repetir em outras ocasiões.
Movido por grande admiração pelo arranjador Nelson Riddle, não hesitou em convidá-lo para seu disco seguinte, "The wonderful world of Antonio Carlos Jobim". Riddle era um craque das big bands, mas passava por uma fase difícil de sua vida, com o filho doente, o que possivelmente contribuiu para que os arranjos não mostrassem o brilho esperado. Tom também ressentiu-se um pouco com um sotaque mais jazzístico dos músicos californianos convocados por Riddle para a gravação em Los Angeles. Faz parte do programa da Osesp "A felicidade", com arranjo de Riddle e voz de Maucha Adnet.
Em 1973, Tom gravou o vinil "Matita Perê", novamente com o apoio de Ogerman, que, sem dúvida, passou a ser o arranjador preferido de Tom. Além de absorver o estilo, o senso de economia de notas, e a brasilidade do compositor, falou mais alto sua competência na escrita, o talento no equilíbrio dos timbres, e a capacidade de obter dos músicos performances irretocáveis. A Osesp acompanhará Milton Nascimento na faixa-título.
Dori Caymmi também marcou presença com o arranjo de "Bangzália", para a minissérie de TV "O tempo e o vento", de 1985. A partitura, perdida, foi reescrita num exaustivo trabalho do violonista e arranjador Mario Adnet, tendo apenas a gravação como referência auditiva. "Bangzália" faz parte do programa da Osesp.
Paulo Jobim, filho de Tom, foi colaborador constante do pai durante a maior parte de sua carreira. Trabalhou em vários arranjos para discos e shows, frequentemente em dupla com o violoncelista Jaques Morelenbaum. Do último CD de Tom, "Antonio Brasileiro", de 1994, a Osesp apresentará o choro "Meu amigo Radamés". Esta faixa teve orquestração de Paulo, com uso de flauta, clarinete, piano, violão, e um naipe de cordas. Uma contribuição de última hora veio de ninguém menos que o próprio Tom Jobim, que, por sugestão do filho, criou a frase tocada pelos violinos no encerramento da música. Foi esta a última vez em que Tom mostrou seu talento de arranjador.
Nesta profusão de partituras, pautas, compassos e notas, não nos enganemos: embora gostasse de ouvir seus colaboradores, o conceito e as idéias dos arranjos que Tom encomendava a outros maestros vinham, na maior parte, dele mesmo. As harmonias, as linhas do baixo, os contracantos, a estrutura do arranjo—Tom entregava de mão beijada. Um exemplo é "Saudade do Brasil", que a Osesp interpretará em arranjo assinado por Claus Ogerman. Tudo vem de Tom, no médio, no grave, no agudo. Com Ogerman fica principalmente o valioso mérito de transcrever as partes para os instrumentos corretos, conseguindo perfeita combinação de timbres, com colorido e dinâmica adequados. Não é pouco, ainda mais se somado à regência irrepreensível. Alguns admiradores mais exaltados chegam a dizer que, para Tom, Ogerman foi um copista de elite. Injustiça. O fato é que a dupla Tom e Ogerman deu certo. Poucos arranjadores entenderam tão bem um compositor.
Na Sala S. Paulo, A Osesp se apresentará sob a regência de Roberto Minczuk, que se confessa um fã de Tom desde longa data: "Quem não admira Tom Jobim?". Embora atue na área da música erudita, o maestro sente-se à vontade para trabalhar com os ritmos brasileiros de algumas peças do programa, por já ter participado de grupos de música popular, aqui e nos Estados Unidos. Ao estudar as orquestrações de Tom, nota que a escrita do compositor era muito relacionada com o fato dele ser pianista, e de usar o instrumento ao elaborar as partituras. "Vê-se que há trechos escritos para a orquestra que se originaram em acordes tocados no piano; às vezes, as flautas fazem um acorde da mão direita, ou os violoncelos reproduzem a mão esquerda. Esta característica pode ser notada também em Beethoven e outros compositores".
A Osesp, pela competência e qualidade, confere nova dimensão às obras orquestrais de Tom. O projeto "Jobim Sinfônico" une o maior compositor de nossa música popular à melhor orquestra brasileira da atualidade. Os dois dias de concerto serão marcados por uma dupla comemoração: Tom pertencerá à Osesp; e nada mais justo que resgatar a antiga forma usada pelas gravadoras para dar crédito aos músicos, conferindo-lhe novo e mais amplo significado: agora sim, vamos ouvir Antonio Carlos Jobim e sua orquestra.

Publicado na Folha de S. Paulo, caderno Ilustrada, em 9.dezembro.2002 





Luiz Roberto Oliveira é músico, diretor da produtora Norte Magnético, curador do site oficial de Tom Jobim (www.tomjobim.com.br), e diretor do Clube do Tom (www.clubedotom.com), site em homenagem ao compositor.

Visite o site de Tom Jobim:  http://www.jobim.com.br

 

terça-feira, 13 de março de 2012

36ª Exposição de Orquídeas de Pernambuco



Assope Associação Orquidófila de Pernambuco tem o prazer de convidar você, sua família e amigos para a 36ª Exposição de Orquídeas de Pernambuco, que acontecerá em nossa sede na Rua dos Palmares, 381 em Santo Amaro, próximo ao Hospital Oswaldo Cruz, nos dias 16, 17 e 18 de Março.
 
A abertura da Exposição será no dia 16 (sexta) as 20:00hs com um coquetel e apresentação do Quarteto de Jazz Casa Blanca (Alexandre Xaréu - Contrabaixo, Antônio Cabral - Piano, Diógenes Colorau - Trumpet e Sandr Pik - Bateria).
 
 
 Venham conhecer a Exposição e sejam bem vindo ao mundo das Orquídeas.
 
 
Alexandre Góes (Xaréu)
    Diretor de Eventos
 

Aula-Espetáculo - E o frevo continua ...

segunda-feira, 12 de março de 2012

Prefeito anuncia a programação de aniversário do Recife
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 
08/03/2012 | 23h40 | 475 anos



Compartilhar no Facebook  Compartilhar no Twitter Enviar por e-mail Imprimir

O prefeito João da Costa anunciou nesta quinta-feira (8) a programação do aniversário de 475 anos do Recife, que começa nesta sexta-feira (9), às 19h, e segue até o dia 1° de abril.
Um dos destaques da programação será o Show Viva Elis, apresentado pela cantora Maria Rita no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem.
A Banda Viruz, Comunidade Azougue e Ortinho se apresentam amanhã no Pátio de São Pedro. Sábado, também no Pátio de São Pedro, a partir das 19h30, se apresentarão a Orquestra Maia, Zé Manoel e Nonô Germano. No domingo, às 7h30, haverá o 4° Passeio Ciclístico Conheça o Recife Pedalando, que sairá do Marco Zero. Já no dia 25 é a vez da Corrida das Pontes. Ainda segundo o prefeito, várias inaugurações de obras importantes para a mobilidade urbana serão associadas às comemorações.
O ápice das festividades será o corte do bolo gigante, às 18h do dia 12, definido como data oficial do aniversário, num paralelo à data de fundação de Olinda, que também contará com programação especial para marcar os 477 anos da Marim dos Caetés.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Clube do Tom

A dica dessa postagem é para um site dedicado à obra do compositor Tom Jobim. 
O nome do site é CLUBE DO TOM. Lá é possível encontrar muitas informações sobre o compositor. O endereço eletrônico é:


Vale apena dá uma espiadinha!


terça-feira, 6 de março de 2012

Banda Musical 1º Novembro Timbaúba - PE em 1988

Registro da alvorada realizada pela Banda Musical 1º de Novembro em Timbaúba (PE) no dia 06/11/1988 por ocasião do Jubileu de Ouro da Escola Santa Maria.
Só um detalhe viu pessoal eu Marcos F.M. comecei estudar música nessa mesma banda, só em 1990. dois anos após esse vídeo. Atenção especial para o senhor que toca sax-tenor, esse aí foi meu primeiro professor de música. Saudações Luiz da Silveira Vilar (in memoriam).




Para saber mais sobre a banda 1° de Novembro (Timbaúba-PE) siga:

sexta-feira, 2 de março de 2012

Flauta pernambucana atravessa oceanos

CONCERTO

Flauta pernambucana atravessa oceanos

Antes de fazer uma temporada na França, o grupo Flauta de Bloco se apresenta hoje, no Museu do Homem do Nordeste, às 20h

Publicado em 02/03/2012, às 07h31

Renato Contente

A música pernambucana através de uma releitura inovadora e um tanto quanto suave. É essa a proposta do grupo Flauta de Bloco, que se apresenta hoje, às 20h, no Museu do Homem do Nordeste, em Casa Forte. A apresentação antecede a primeira temporada internacional do grupo, que viaja à França este mês para realizar quatro concertos em Paris e em Grenoble."
“Nossa viagem marca um intercâmbio cultural que já promovemos há algum tempo com esse país"”, explica Daniele Cruz, professora do Departamento de Música da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), responsável pelo grupo. "“Ano passado nos apresentamos para o Coral Orfeo, de Grenoble, aqui no Recife"”, diz.
Nos espetáculos, o conjunto propõe uma releitura de gêneros musicais pernambucanos, onde a sonoridade do grupo é inspirada, e ao mesmo tempo mesclada, pelos instrumentos e cantos populares, rituais e suas danças. Entre os gêneros abordados no programa do Flauta de Bloco estão o frevo, caboclinho, maracatu, ciranda, coco, forró, xote, baião e choro.
A ida do conjunto às cidades francesas propõe difundir o repertório pernambucano no exterior, através de concertos, oficinas de dança brasileira, percussão e história das manifestações culturais. Ciente da riqueza da música tradicional francesa, o grupo também intenciona conhecer os gêneros francófonos, as melodias, os ritmos, os instrumentos e as danças.
Formado em 2008, o Flauta de Bloco é composto por alunos de flauta doce da UFPE, vinculados aos cursos de Licenciatura em Música ou Bacharelado em Instrumento (flauta doce), sob orientação da professora Daniele Cruz. Foi através da pesquisa Por uma abordagem múltipla no ensino da flauta doce: proposta de repertório, feita por Daniele, que o grupo se originou, numa tentativa de expandir o repertório e a experiência musical dos graduandos, tirando o foco exclusivo da música erudita e, ao mesmo tempo, proporcionando uma abordagem mais plural.
Leia a matéria completa no Jornal do Commercio desta sexta-feira (2), no Caderno C.

SERVIÇOS

Concerto do Flauta de Bloco - hoje, às 20h, no Museu do Homem do Nordeste (Avenida 17 de Agosto, 2187, Casa Forte). Ingressos: R$ 15 (à venda nas lojas Multicoisas dos shoppings Recife e Plaza). Informações: 8858-1564

quinta-feira, 1 de março de 2012

Audição da turma de Arranjo 1 e Arranjo 2 (CPM) 2011.2

Bom pessoal esses são meus alunos do Curso Técnico do Conservatório Pernambucano de Música. Eles cursaram durante o segundo semestre de 2011 a disciplina Arranjo, a disciplina foi ministrada por mim naquela instituição de ensino. Durante o curso os alunos tiveram a oportunidade de conhecer algumas técnicas básicas de arranjo. Os arranjos das músicas foram elaborados em grupos sob minha orientação e o repertório foi escolhido pelos alunos que também tiveram a oportunidade de mostrar suas habilidades tocando seus respectivos instrumentos. Vale apena salientar que o CPM "ainda" não oferece um curso específico em Arranjo, mas, segundo Roseane Hazin (atual gerente de ensino, pesquisa e promoção musical), o instituição tem planos de oferecer mais esse curso no futuro.



Turma de arranjo 1
Música: Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro)
Alunos: Carlos Henrique (voz/violão), Carlos Alberto (Percussão), 
João Paulo (Cavaco) e Marcone (Bandolim). 
Convidados: Diógenes Batista (Flauta) e Prof. Maurício César (Teclado)




Turma de arranjo 2
Música: Caçador de mim (Sérgio Magrão e Luís Carlos Sá)
Alunos: Alexandre Góes (baixo), Ladson (teclado), Alice (Teclado), Marcelo (bateria)
Convidados: Diógenes Batista (Flauta) 




Turma de arranjo 2
Música: Lembra de mim (Ivan Lins)
Alunos: Laís (violão), Gustavo (Teclado), Emerson (baixo), Eduardo (viola 10 cordas) e Marcelo (bateria)
Convidados: Jailson (clarineta)


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

DOWNLOAD DO CD DA BANDA SINFÔNICA DA CIDADE DO RECIFE

Capa do CD

Maestro Nenéu Liberalquino

Incluindo "Melodia Sentimental" (Villa Lobos e Dora Vasconcelos)
Arranjo: Marcos F.M.
Intérprete: Teca Calazans


Baixe também o arranjo de Marcos F.M. em PDF da música "Melodia Sentimental" (Villa Lobos e Dora Vasconcelos) Intérprete: Teca Calazans

(LINK REVALIDADO EM 25/01/14)
Curta outros arranjos de Marcos F.M. seguindo o link abaixo:
Abração!!!!

Cd em comemoração aos 50 anos da BSCR

fonte: http://www.recife.pe.gov.br/diariooficial/exibemateria.php?cedicacodi=115&aedicaano=2008&ccadercodi=1&csecaocodi=1&cmatercodi=2&QP=50+anos+da&TP=

acesso em: 28/02/12

Festival de Música Carnavalesca Pernambucana 2011/2012

Getúlio é o campeão do festival de música carnavalesca

Publicado em 21/11/2011, Às 12:07

Getúlio Cavalcanti virou o Schumacher do frevo. Não tem pra ninguém. Ontem, ele ganhou os primeiros lugares em frevo-de-bloco e em frevo-canção, no Festival de Música Carnavalesca do Recife, cujas eliminatórias aconteceram sábado, 19, e domingo, 20, na esplanada do Parque Dona Lindú, em Boa Viagem.  Isto é bom, porque ele é um mestre, e é mau, porque a renovação na música carnavalesca pernambucana dança em andamento de marcha-regresso.  No entanto,  o concurso deste ano até que apresentou caras novas, tanto na composição quanto na interpretação. Mas ainda renovações muito tímidas.
Há uma saudável tentativa de dar uma roupagem mais contemporânea ao frevo. Bráulio Araújo, por exemplo, começou o seu De baixo do frevo, com um solo de baixo elétrico, enquanto Beto Ortiz, foi de sanfona,  Luciano Magno de guitarra, e César Michiles de flauta. Um show de flauta, por sinal,  e seu frevo Pipocando, arrebatou merecido primeiro lugar (com arranjo de Marcos FM). Foi clara a influência da orquestra do Maestro Spok, que executou os frevo-de-rua e participou ora inteira, ora com alguns músicos, das duas eliminatórias.
Uma pena que com tanta banda, compositores talentos, a exemplo de Junio Barreto e Zé Manoel, que trabalham harmonias bem desenvolvidas, quase nenhum se inscreveu no festival da prefeitura. Se fazem sambas de qualidade, por que não tentar frevo, maracatu ou caboclinho, como fizeram alguns forrozeiros (André Macambira, Rogério Rangel, Nádia Maia, e Herbert Lucena). Caboclniho e maracatu receberam este ano uma arejada, ma non troppo. As letras não castigaram a mesma temática Zumbi, Luanda, mas nos caboclinhos insistiram em bater na mesma preaca. Maracatu e caboclinho não necessariamente têm que ter por tema África ou indígena. Um exemplo, é Essa alegria, de Lula Queiroga, gravado por Elba Ramalho, um caboclinho sem nada da exaurida temática, com uma grande melodia. A mesma coisa para o maracatu-cançã  Braia dengosa, de Zé Dantas (com Luiz Gonzaga com co-autor). Uma melodia engenhosa, com uma letra inteligente,  sem lugar comum.
Por fim, mas não menos importante. A platéia que compareceu ao Parque Dona Lindu, com raras exceções, não se entusiasmou com as músicas concorrentes. Por uma razão simples. A maioria dos compositores parece ter esquecido que o festival é de música carnavalesca, e não da MPB. Ou seja, a intenção é  música para pular. Assim, nas canções (maracatu, frevos, e caboclinho), a melodia tem que ser pegajosa, e simples, e a letra curta. Frevo-canção com cinco estrofes e um refrão (como uma das concorrentes este ano), só pega se tiver uma supermelodia, uma técnica em que Carlos Fernando é mestre.
Os primeiros, segundos e terceiros lugares de cada categoria receberam R$ 10 mil, R$ 7 mil e R$ 3 mil, respectivamente, além de troféu confeccionado pela artista plástica Ana Santiago. A premiação geral (somando todas as categorias) para o melhor arranjador, e melhor intérprete doi de R$ 3 mil. Isto posto, as 15 composições vencedoras do Festival de Música Carnavalesca do Recife deste ano da graça de 2011.


Categoria Frevo de Rua
1º lugar – Pipocando – César Michiles (Intérprete: SpokFrevo Orquestra + César Michiles/ Arranjador:  Marcos F.M. )
2º lugar - Debaixo do frevo – Bráulio Araújo (Intérprete: SpokFrevo Orquestra + Bráulio Araújo/ Arranjador: Ademir Araújo)
3º lugar – Capibarizando – Beto Hortis (Intérprete: SpokFrevo Orquestra + Beto Hortis (solo sanfona)/Arranjador: Marcos F.M.)

Categoria Frevo Canção
1º lugar - Contradição – Getúlio Cavalcanti (Intérprete: Alessandra Cavalcanti/ Arranjador: Parrô)
2º lugar – Recife luz – Rubem Valença Filho (Intérprete: Nena Queiroga/Arranjador: Maestro Duda)
3º lugar – Colibri – André Macambira (Intérprete: André Macambira/ Manuca Bandini/Arranjador: Parrô)

Categoria Frevo de Bloco
1º lugar – Quem sou eu pra te esquecer- Getúlio Cavalcanti (Intérprete: Coral Edgar Moraes/ Arranjador: Maestro Duda)
2º lugar – No paço do frevo por Antônio Maria – Thiago Cardoso e Socorrinho Cardoso (Intérprete: Coral Stallo/Arranjador: Flávio Lima)
3º lugar – Recife, uma canção – Sônia Aguiar/Wilson Pessoa (Intérprete: Um Bloco Em Poesia/Arranjador: Edson Rodrigues)

Categoria Maracatu
1º lugar – Canto de Oxalá – Emerson Sarmento (Intérprete: Geraldo Maia/Arranjador: Bruno César)
2º lugar – Rosa negra – Beto do Bandolim e Marcelo Varella (Intérprete: Adriana BB/Arranjador: Clóvis Pereira)
3º lugar – Feito esse rio – Rogério Rangel do Rego Barros (Intérprete: Rogério Rangel/Arranjador: Liudinho)

Categoria Caboclinho
1º lugar – Clariô Okê – Luciano Brayner (Intérprete: Luciano Brayner/Arranjador: Elias Oliveira)
2º lugar - Guerreiro de lança – Flavio Souza e Lourenço Gato (Intérprete: Gustavo Travassos/ Arranjador: Ademir Araújo)
3º lugar - Alma de caboco – Júnior Vieira (Intérprete: Mamelungos/Arranjador: Maestro Duda)

Melhor arranjo
Ademir Araújo (com o frevo de rua De baixo do frevo, de Bráulio Araújo)

Melhor intérprete
Geraldo Maia (com o marcatu Canto de Oxalá, de Emerson Sarmento)

fonte: http://jconlineblogs.ne10.uol.com.br/toques/2011/11/21/getulio-e-o-campeao-do-festival-de-musica-carnavalesca/

acesso em: 28/02/12

50 anos da Banda Sinfônica da Cidade do Recife

Música

PDFImprimir
 

BSCR estréia disco no aniversário de 50 anos

Escrito por Ingrid Melo   
Sex, 03 de Outubro de 2008 19:03




A Banda Sinfônica da Cidade do Recife laça primeiro disco, nesta terça-feira, em homenagem ao seu aniversário de 50 anos. O CD leva o nome do conjunto e representa o trabalho dos últimos seis anos, que teve sob o comando do maestro Nenéu Liberalquino. O concerto será no Teatro do Parque, às 20h, com entrada gratuita.

Visando um caráter efetivamente sinfônico, o grupo vem passando por mudanças desde 2002. A instrumentação foi ampliada para adquirir um melhor equilíbrio e executar um repertório mais diferenciado, além de redefinir o perfil da banda, que antes se dedicava quase exclusivamente a composições de música popular. O número de flautas passou de duas para oito e o contrabaixo acústico, o clarinete Mi bemol e um bombardino agora também aparecem no show.  Com isso, o conjunto agregou ao espetáculo o jazz, trilhas sonoras, composições e arranjos criados para bandas sinfônicas.

Participam do disco alguns nomes consagrados da música local, como Ademir Araújo, Clóvis Pereira, Duda e Edson Rodrigues; ao lado de jovens valores como Nilson Lopes, Spok e Marcos FM.

As canções estarão disponíveis para download no site www.neneuliberalquino.com a partir desta terça-feira, dia do lançamento e do aniversário da Banda Sinfônica da Cidade do Recife.

O grupo foi fundado pelo prefeito Pelpidas Silveira e começou com 34 músicos. Hoje, 78 profissionais compõem a formação.


acesso em: 28/02/12

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Show com o Grupo Flauta de Bloco

Não percam o show do Grupo Flauta de Bloco dia 02 de Março de 2012
Confiram as informações:

Troças Carnavalescas de Olinda

Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
pesquisaescolar@fundaj.gov.br

As troças carnavalescas ou troças carnavalescas mistas são pequenas agremiações, menores em estrutura que os blocos ou clubes de frevo, organizadas por um grupo de amigos, que saem pelas ruas das cidades, normalmente durante o dia, animando os foliões nas festas de Momo.

São conhecidas também como levanta poeira, uma vez que saem arrastando um grande número de foliões por onde passam. Formadas com a intenção de brincar e zombar com os mais diversos temas possuem muita criatividade e nomes irreverentes, que provocam o riso e o divertimento.

A palavra Mista na troça significa que dela podem participar tanto homens, quanto mulheres.

No final do século XIX e início do XX, quando surgiram as agremiações carnavalescas no Recife e em Olinda, havia uma distinção bastante rígida quanto aos papéis assumidos por homens e mulheres, daí existir algum sentido que os homens se vestissem de mulher no Carnaval. Hoje, a não ser algumas poucas agremiações e aquelas que fazem brincadeira com o conceito de gênero, como as Virgens de Olinda, por exemplo, as troças e os clubes carnavalescos são mistos.

No carnaval de Olinda, conhecido nacional e internacionalmente como uma das mais animadas festas populares de rua do mundo, há uma grande quantidade de troças, originárias de grupos que resolvem brincar, se divertir e troçar.

As primeiras troças olindenses surgiram no começo do século XX. No início, havia muitos grupos carnavalescos improvisados, havendo pouca brincadeira organizada.

Em 1910, composta por jovens moradores da Cidade Alta, surgiu a Troça Carnavalesca Mista Papudinho, que saía da Rua do Bonfim e só participou de dois carnavais, encerrando suas atividades em 1911. Alguns dos seus integrantes fundaram, posteriormente, o Clube Vassourinhas de Olinda.

Também no carnaval de 1910, apareceu a Troça Carnavalesca Mista Bonequinho, organizada por moradores da praia dos Quatro Coqueiros, com a colaboração de pescadores do local, e da praia dos Milagres, além de veranistas que ainda permaneciam em Olinda, na época da folia. Com várias interrupções e mudança de local, terminando na Ilha do Maruim, a troça desfilou pela última vez no ano de 1944.

A Troça Infantil Bengalinha, composta por alunos do professor Marcolino Botelho, surgiu em 1911. Seu nome originou-se do hábito que tinha o severo professor, de bater com a bengala nos alunos que não respondiam certo às suas perguntas. A troça saía da Rua do Amparo, com as crianças caprichosamente fantasiadas por suas mães. Quando passavam em frente da casa do professor tiravam os chapéus e faziam um cumprimento. A troça desfilou por um período de cinco anos, não consecutivos.

Fundada em 1914, pelo carnavalesco Pulu (Apolinário Gomes da Silva), na praia dos Quatro Coqueiros, a Troça Carnavalesca Mista Os Pescadores participou do carnaval até 1923, ficando sem desfilar por aproximadamente três anos nesse período. Congregava os pescadores que moravam na costa ao longo do istmo entre Olinda e o Recife, por isso muita gente pensava que a troça pertencia à localidade da Ilha do Maruim.

Criada em 1920, a Troça Carnavalesca Mista Caçadores teve sua primeira sede nos Quatro Cantos, passando a desfilar depois no Guadalupe e na Estrada de Paulista. Os participantes desfilavam sempre com fantasias de caçador, composta por bornal, espingarda e apetrechos de caça, mudando apenas as cores. Não existia mais no carnaval de 1931.

A Troça Carnavalesca Mista Cariri é uma das mais antigas agremiações do Carnaval de Olinda. Fundada no dia 15 de fevereiro de 1921, abre o carnaval da cidade desfilando sempre às 4h da madrugada do domingo de Carnaval. Sua sede fica na Praça Conselheiro Miguel Canuto, no Guadalupe e seu nome é uma homenagem ao velho “Cariri”, apelido de um antigo vendedor do Mercado de São José, no Recife, que até hoje continua como símbolo da troça.

Criada no ano de 1922, em Floresta, na Estrada de Paulista, a Troça Carnavalesca Mista Destemidos, era basicamente formada por trabalhadores do ramo da carne verde. Seu primeiro estandarte de 1922, foi substituído por outro, confeccionado por alunas do Colégio Santa Teresa, em 1928. O símbolo da troça era um lobo, sendo por isso seus integrantes chamados de Lobos da Floresta. Tendo como seu maior rival troça Caçadores, os Destemidos fizeram sua última apresentação em 1946.

Fundada em 1925, a Troça Carnavalesca Prato Misterioso foi uma das maiores troças do carnaval de Olinda, principalmente porque sempre se apresentava com uma boa orquestra. Seus anos de glória foram nas décadas de 1930 e 1940, quando tinha como seu principal rival a Troça Carnavalesca Mista Pão da Tarde, criada em 1943, na Ilha do Maruim. A Pão da Tarde nasceu de uma dissidência da Prato Misterioso e tinha como grande sonho desbancar seu principal concorrente, mas nunca conseguiu.

Uma turma de rapazes do bairro dos Milagres criou, em 1932 a Troça Carnavalesca Donzelinhos dos Milagres, que ficou famosa no carnaval da cidade sem nunca ter tido uma diretoria organizada. Não era permitida a participação de mulheres e as fantasias da troça eram sempre baseadas em roupas infantis. Antes da sua saída, às 7h da manhã, era servido um sarapatel com muita bebida. Durante 25 anos, os Donzelinhos só deixaram de se apresentar por duas vezes: em 1943, por causa da convocação de participantes para a Segunda Guerra Mundial e, em 1956, quando um dos membros da troça foi assassinado. Sua última apresentação ocorreu no Carnaval de 1957.

Localizada na Rua do Sobrado dos Arcos, nº 174, surgiu em 1933 a Troça Carnavalesca Mista Bolinha de Ouro, composta por um grupo de crianças que saía pelas ruas batucando em latas velhas. Passou depois a sair da Rua do Guadalupe, nº 167, sendo uma animada agremiação do carnaval olindense. Seu estandarte era da cor vinho com adornos em metal dourado. Com mais de sessenta participantes, a troça só se apresentou duas vezes, encerrando suas atividades, em 1935, por falta de recursos financeiros. Seu principal rival era a troça Abanadores, de Severino Parafuso.

Criada em 1934, por dissidentes do Clube Lenhadores, a Troça Carnavalesca Mista Pavão de Ouro iniciou suas atividades no bairro do Farol, mudando-se, na década de 1940, para a Ilha do Maruim, com sede social própria localizada na Rua Campos Sales, n.118. Apresentava-se com bonitas fantasias e boas orquestras, mas seu sonho era mudar de categoria para concorrer com o grande rival Lenhadores, o que não conseguiu, encerrando as atividades em 1950.

Fundada na Rua dos Tocos, em 1938, a Troça Carnavalesca Mista Verde Linho era composta basicamente por vendedores ambulantes, trabalhadores e donas-de-casa. No início, saía pelas ruas com uma batucada, mas depois passou a desfilar com fantasias simples e criativas, além de orquestra de frevo. Apesar de pequena, a troça fez sucesso no carnaval olindense. Sua última apresentação ocorreu no Carnaval de 1966.

Na década de 1940, surgiram diversas troças, algumas importantes, como a Pitombeira dos Quatro Cantos (1947), hoje uma das maiores e mais animadas de Olinda.

Em 1945, no bairro do Guadalupe, na Cidade Alta, foi criada a pequena Troça Carnavalesca Mista Estrelinha, formada na sua maioria por crianças e que só fizerem duas apresentações, em 1945 e 1946, e a Troça Carnavalesca Mista Combate, cujo nome era uma alusão à II Guerra Mundial (1939-1945), idéia do porta-bandeira do Clube Vassourinhas, o folião Faustino, cuja primeira apresentação foi realizada próximo à sede do Clube. Possuía uma boa orquestra de frevo e foi a primeira agremiação a divulgar suas promoções pichando o chão de ruas e avenidas da cidade, uma vez que, por ser de pequeno porte, não tinha muita atenção da imprensa.

A Troça Carnavalesca Mista Remadores, foi criada em 1948, e além da exibição em dois carnavais da cidade (1948-1949), organizava festas dançantes para os jovens da comunidade.

De forma improvisada, surgiu em 1950, a Troça Carnavalesca Pijama, formada só por homens. Seus componentes se apresentavam de pijama listrado e tamanco pelas ruas da Cidade Alta. Devido a diversas confusões ocasionadas pelo excessivo consumo de bebidas alcoólicas por parte dos seus integrante, teve pouca duração.

Ainda na década de 1950, no ano de 1957, surgiu a Troça Carnavalesca Mista Dona Sinhá, formada por um grupo de autênticos carnavalescos de Olinda, que brincavam mascarados. Um deles parecia com a figura de Dona Sinhá, daí o nome da troça. As suas melhores apresentações foram realizadas nos anos de 1957 e 1959. Com um estandarte improvisado no início, passou depois a sair com outro, nas cores vermelha e amarela, criado por seus dirigentes.

No ano de 1960, surgiram, entre outras, as seguintes troças carnavalescas mistas: Girafa, no bairro do Guadalupe, formada por cerca de cinquenta pessoas, que se apresentavam levando a alegoria de uma girafa gigante e uma boa orquestra de frevo. Seu último desfile aconteceu em 1965; Cheguei Agora, formado em sua maioria por foliões do Clube Toureiros de Santo Amaro, do Recife, de onde se afastaram aborrecidos. Desfilava também no Recife, chegando a ser campeã na sua categoria com o tema Carnaval Antigo. Em Olinda, saiu pela primeira vez da Rua Manoel Borba; Timbu, de início localizada no bairro de Jatobá e depois na Av. Joaquim Nabuco, nº 148, Estrada de Paulista, era composta por crianças e adultos, principalmente moradores da comunidade. Foi fundada por antigos membros do Penarol Futebol Clube que havia sido extinto, encerrando sua participação no Carnaval em 1964; Passando a Vassoura, originária da Rua das Belas Artes, cujos componentes eram, além dos jovens da localidade, pescadores e peixeiros que haviam feito parte do Clube Lenhadores e tinha como principal rival a troça Cachorro do Farol, criada em 1963, por um grupo de pessoas da classe média da cidade, que brincava o carnaval com uma máscara de cachorro.

Uma das mais tradicionais troças carnavalescas de Olinda, a Ceroula, foi fundada em 1962, como uma dissidência da Pijama. Só se apresenta pelas ruas da Cidade Alta e, durante o desfile, distribui batidas de frutas regionais para os foliões. Sai no sábado e na terça-feira de Carnaval. Antes da primeira saída, servem uma feijoada e da segunda, uma peixada para seus associados. Mantém até hoje a tradição de não aceitar mulheres no seu cordão e sua fantasia é composta por chapéu de palha, camisa de malha, ceroula e sandália.

Criada em 25 de fevereiro de 1965, pelo garçom Isaías Ferreira da Silva, o Batata, a Troça Carnavalesca Bacalhau do Batata é considerada a mais original das agremiações que saem após o Carnaval em Olinda. A troça sai na manhã da Quarta-Feira de Cinzas, do Alto da Sé, pelas ruas da Cidade Alta, sendo acompanhada por foliões que trabalharam durante a folia, principalmente motoristas, garçons, policiais e outros profissionais que não puderam brincar durante o Carnaval. O estandarte da troça é composto pelos principais ingredientes de uma bacalhoada. Vestidos com camisas de malha e chapéu, os foliões caem na folia com muito frevo e também uma escola de samba, anunciando a saída com muitos fogos para chamar a atenção da população.

Outra troça carnavalesca tradicional de Olinda é A Mulher do Dia, criada em 13 de dezembro de 1967, para “acabar com a solidão de tantos carnavais do Homem da Meia Noite”, um Clube de Alegoria Misto que foi troça de 1932 a 1936. A Mulher do Dia é uma calunga gigante e as cores da agremiação são o azul, que representa Iemanjá, e o amarelo, representando Ogum. Para alguns artistas de Olinda a boneca da troça é a Mona Lisa da cidade.

Na década de 1970, surgiram, entre outras, as seguintes troças carnavalescas mistas para animar o carnaval em Olinda: Pavão Misterioso (1974), na Avenida Presidente Kennedy, que tornou-se um clube de 2ª categoria, chegando a ser campeã do carnaval recifense em 1981; A Burra (1974), do bairro do Rosário que sai na segunda-feira de Carnaval; Menino da Tarde (1975), do bairro do Guadalupe, que se apresentam no sábado de carnaval com uma boa orquestra. O primeiro boneco da troça foi confeccionado pelo artesão Julião e o segundo pelo folião Silvio do Amaro Branco; Cachorrão, que tem como ponto de saída a casa nº 104, da Ladeira do Varadouro, no Sítio Histórico de Olinda e distribui bebida de graça para os foliões; Barca Furada (1979), composta na sua maioria por rapazes moradores da Cidade Alta, que gostavam de discutir futebol em frente ao antigo cinema Duarte Coelho e que, em 1981, homenagearam o Sport Club do Recife, campeão pernambucano de 1980; John Travolta (1979), formada por crianças do bairro do Guadalupe, que no início saía pelas ruas fazendo batucada e conduzindo um boneco gigante confeccionado por Julião (conhecido como Julião dos Bonecos), e depois outro feito por Silvio do Amaro Branco, os mesmos autores da Menino da Tarde.

Criada em 1980, a Troça Carnavalesca Mista Barba Papa foi idealizada e organizada por jovens foliões ligados a famílias de carnavalescos olindenses e cujo principal atrativo é o boneco Barba Papa, com 3,5 metros de altura, confeccionado pelo artesão Julião dos Bonecos. A agremiação sai às ruas com cerca de cem a 120 integrantes e cinquenta músicos, alguns da Escola de Samba Preto Velho.

A Troça Carnavalesca Mista Tarados da Sé, foi fundada no dia 11 de novembro de 1987, por músicos e artistas de Olinda que se inspiraram na música Tarados da Sé, composta por Lourenço Gato, Luciano Padilha e João Sales. A troça se apresenta com um boneco gigante e arrasta milhares de foliões pelas ruas da Cidade Alta.

Criada em 1993, a Troça Carnavalesca Mulher na Vara surgiu de uma brincadeira: naquele ano uma moça sofreu uma queda, em plena folia, ficando sem poder andar. Para transportá-la em meio à multidão, dois rapazes resolveram improvisar arranjando um pedaço de pau para ajudá-la. Por onde passavam os foliões gritavam “olha a mulher na vara”, nascendo assim a troça. Hoje o grupo se apresenta carregando uma vara de cinco metros e com orquestra de frevo.

Misturadas aos clubes, afoxés, caboclinhos, maracatus, bonecos gigantes – uma das marcas mais conhecidas do Carnaval olindense – escolas de samba e muito frevo, troças carnavalescas são criadas anualmente e continuam, desde 1910, animando a folia pelas ladeiras da cidade, com muito humor, alegria e criatividade.

Recife, 17 de janeiro de 2011.

FONTES CONSULTADAS:

AGREMIAÇÕES. Disponível em: http://portalolinda.interjornal.com.br/agremiacoes.shtml. Acesso em: 11 jan. 2011.

ATAÍDE, José. Olinda, carnaval e povo: 1900-1981. Olinda, PE: Fundação Centro de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda, 1981.

BANHOLZER, Marília. Troças carnavalescas: a magia está no nome, JC Online, 8 fev. 2010. Disponível em: http://jc.uol.com.br/canal/carnaval-2010/noticia/2010/02/08/trocas-carnavalescas-a-magia-esta-no-nome-213431.php. Acesso em: 11 jan. 2011.

LACERDA, Ângela. Troça carnavalesca leva irreverência às ruas de Olinda. Disponível em: http://carnaval.uol.com.br/noticias/recife-olinda/2008/02/04/ult4469u18723.jhtm. Acesso em: 11 jan. 2011.

COMO CITAR ESTE TEXTO:

GASPAR, Lúcia. Troças carnavalescas de Olinda. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/. Acesso em: dia mês ano. Ex: 6 ago. 2009.